SOBRE O AUTOR


Cientista Político, Doutor em Ciências Sociais (UFRN), Professor Substituto da UFRN e diretor do Instituto Seta. Autor do livro: pesquisa de opinião e eleitoral: teoria e prática. E co-autor do Geografia do Voto em Natal.

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Atualizada em 08/04/2016 às 07h04

Do Notícias ao Minuto - A maioria dos deputados da Câmara afirmam que já decidiu seu voto e que ele será favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, de acordo com o jornal 'Folha de S. Paulo'.

Ao todo, 60% dos deputados federais disseram que no próximo dia 17 de abril, data prevista para a votação do impedimento da presidente, vão optar pela saída da presidente, de acordo com pesquisa feita pelo Datafolha entre os dias 21 de março a 7 de abril. Contudo, apesar de ser maioria, o número não é suficiente para aprovar a saída de Dilma. Para aprovar, seriam necessários 67% dos votos favoráveis.

Já os que se declararam contra o impedimento da presidente somam 21% dos votos. O cenário vai depender dos deputados indecisos, que não declararam suas intenções de voto.

Daniel Menezes Daniel Menezes Saiba Mais
Atualizada em 08/04/2016 às 07h04

Do Notícias ao Minuto - A equipe econômica de Dilma Rousseff já começou a contabilizar que empresas brasileiras podem apresentar um quadro de "quebradeira geral", segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal 'Folha de S. Paulo'.

Dentre as principais preocupações do governo está a dívida das empresas brasileiras no exterior, que somam R$ 500 bilhões com vencimento até 2020 que dificilmente conseguiria ser renovada, por causa do descrédito que o país tem no momento no exterior. Caso conseguissem renovar, o custo seria muito alto.

O governo também está preocupado pois bancos como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander separaram R$ 148 bilhões em seus balanços caso ocorram eventuais calotes de empresas. Ainda segundo a colunista, a crise financeira não depende do resultado do impeachment. Sua vitória não seria suficiente para devolver sua credibilidade e liderança e, caso Temer assuma, já começaria ao lado do deputado Eduardo Cunha e o senador Romero Jucá, desacreditados politicamente.

Dentre as propostas de superação da crise, a primeira seria a abertura de linha de crédito com recursos do compulsório dos bancos, para que as empresas possam recomprar os papéis das dívidas que têm lá fora. A segunda medida seria afrouxar regras para que os bancos renegociem as dívidas que elas têm com eles no Brasil. A terceira seria proposta seria destravar financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O banco se tornou extremamente conservador após a Operação Lava Jato.

Daniel Menezes Daniel Menezes Saiba Mais
Atualizada em 08/04/2016 às 07h04

Uma estudante catarinense de 17 anos, que milita no Movimento Brasil Livre, fez um registro de ocorrência contra o deputado federal João Carlos Bacelar, do PR da Bahia, por assédio sexual. Segundo a garota, que preferiu não se identificar, o deputado a assediou pelo WhatsApp enquanto ela tentava convencê-lo de votar a favor do impeachment da presidente Dilma Roussef.

O deputado não quis falar sobre o episódio e, por meio de sua assessoria, disse que “o celular com o qual a adolescente se comunicou fica no gabinete em Brasília e quem conversou foi um assessor parlamentar”.

A garota afirmou ao jornal Extra que participou de uma “blitz” do movimento Brasil Livre, com mensagens de eleitores de todo o país por mensagens de celular, pedindo para que votem a favor do impeachment. "Falei com deputados de diversos estados, inclusive aqui de Santa Catarina, mas apenas com ele tive este problema. Falei com alguns que disseram que iam votar contra o impeachment e ficou tudo bem. Mas ele teve uma atitude ímpar", revelou a garota ao jornal.

Na delegacia, a jovem entregou uma impressão do celular mostrando a hora em que houve uma tentativa do interlocutor de telefonar, em vez de falar no WhatsApp.

A assessoria do deputado chegou a informar a um site de notícias da Bahia que o deputado não iria comentar “uma conversa fake” e que “a chance de ele falar sobre isso era zero”. No entanto, assessoria negou, em seguida, que tivesse informado este posicionamento.

A equipe do deputado informou, ainda, que o funcionário “levou uma bronca” mas terá seu nome preservado - e possivelmente não será exonerado, apenas “afastado”.

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Atualizada em 08/04/2016 às 07h04
Por Ricardo Brandt, enviado especial, Andreza Matais e Julia Affonso

A delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez vai detalhar o papel de Valter Cardeal, um dos homens de confiança da presidente Dilma Rousseff, no esquema de corrupção envolvendo obras do setor de energia. 

Diretor afastado da Eletrobras, junto com Adhemar Palocci em julho de 2015, ele é funcionário da companhia de energia do Rio Grande do Sul desde a década de 1970 e foi levado para o governo federal pela presidente, quando a petista era ministra de Minas e Energia no governo Lula. Sempre foi considerado um "xerife" na estatal energética, mandando indiretamente em todas subsidiárias

O nome de Cardeal apareceu na Operação Lava Jato pela primeira vez na delação do empreiteira Ricardo Pessoa, dono da UTC, sobre os R$ 30 milhões de propina pagos em Angra 3. Pessoa, na época, citou que o comentário era que ele era "pessoa da Dilma".

Esse teria sido um dos motivos que levaram o governo a trabalhar nos bastidores pela retirada do processo envolvendo as obras de Angra 3 das mãos do juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato em primeiro grau.

Propina

Cardeal também é figura-chave, segundo investigadores da Lava Jato, para descobrir a propina paga nas obras de hidrelétricas, como Belo Monte, no Pará, e Jirau, em Rondônia. Há ainda um projeto binacional com a Argentina, que envolve a Odebrecht - hidrelétricas Garambi-Panambi, parceria entre Eletrobras e estatal argentina - que podem ter sua participação. Após a homologação da colaboração premiada, os executivos da Andrade Gutierrez partirão para a fase de detalhar pontos que levantaram

O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo entregou esquema de corrupção no setor elétrico envolvendo superfaturamento em contratos relacionados com a construção da usina de Belo Monte e obras na usina nuclear de Angra 3. 

Cardeal foi presidente interino da Eletrobras de 2007 a 2008. O diretor está licenciado da Eletrobras desde julho do ano passado, quando seu nome foi mencionado por Ricardo Pessoa, da UTC. Em ligação interceptada pela Lava Jato, Cardeal e o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, então presidente da Eletronuclear, conversaram sobre a delação feita por Pessoa e combinaram uma ação para rebater as acusações. 

"Tu sabe o que aquele filha da puta daquele Ricardo fez?", disse Valter Cardeal ao almirante, que foi preso no dia 28 de julho na fase Radioatividade da Lava Jato. "Não sei não. Não…", respondeu Othon Luiz. "Ele (Ricardo Pessoa) disse que nós…que a Eletrobras né..que fez uma negociação intensa pra baixar 10%. E baixando 10%, então ele...que ele só aceitou 6 né! E que a diferença né.. eu mandei dar pro...pro...que eu mandei dá pro Vaccari!", respondeu Cardeal.

João Vaccari Neto foi tesoureiro do PT até ser preso pela Lava Jato acusado de ser o operador do partido no esquema de corrupção na Petrobrás.

Gestor público

Na época, Cardeal negou em entrevista ao Estado que tivesse combinado versão com o almirante. "Sou um homem de bem, nunca fiz nada errado na minha vida. Fui 46 anos do setor elétrico, sou diretor de empresas há quase três décadas. Estou em licença até que as investigações sejam concluídas." 

Sobre a obra de Angra 3, Cardeal afirmou: "Nós participamos, sim, dos trabalhos sobre a questão da contratação das empresas que iriam montar Angra 3. Minha obrigação como gestor público, é aprofundar o conhecimento dos custos, reduzir custos, única e exclusivamente. Nada consta a minha pessoa, a não ser a minha intensa luta para reduzir custos. De 20% que acabou em 6%. Ele (Pessoa) inventou uma história para se vingar, porque essa redução de 6%, deu praticamente R$ 200 milhões de redução de custo." 

O Estado não conseguiu localizar Valter Cardeal ontem para comentar o assunto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Atualizada em 08/04/2016 às 07h04

A dez dias das primárias de Nova York, a disputa entre Hillary Clinton e Bernie Sanders para representar o Partido Democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos está se tornando cada vez mais acirrada. Sanders acusou ontem (7) Hillary de não estar qualificada para ser presidente. Em resposta, Hillary disse que Sanders fala “bobagem” e que ele faz promessas que não pode cumprir.

A troca de acusações entre os dois candidatos está tornando o ambiente entre democratas semelhante ao dos republicanos. Até o momento, o estilo dos democratas era de enfrentamento de ideias, sem  acusações pessoais. Ao contrário, a marca dos candidatos do Partido Republicano tem sido a acusação pessoal com ofensas e ironias.

O tom mais exacerbado dos democratas se deve à expectativa em relação às primárias de Nova York. Sanders, que é senador pelo estado de Vermont, precisa ganhar em Nova York se quiser ter a chance de se aproximar de sua adversária. Hillary, que foi senadora por Nova York, não quer passar pelo vexame de perder a disputa no estado em que atuou politicamente por oito anos.

Nova York é uma cidade americana de predominância negra. Isso pode favorecer Hillary, que tem vencido nas cidades com população majoritária de latinos e negros. Com propostas políticas mais à esquerda, Bernie Sanders tem, para se aproximar de Hillary, de ganhar em estados que tradicionamente elegem políticos que defendem programas independentes ou anticonservadores.

Além de Nova York, os estados que se identificam com a tendência política à esquerda, e que ainda não tiveram prévias, são a Califórnia, Nova Jersey e a Pensilvânia. Para ter chances, porém, Sanders tem de ganhar com maioria esmagadora nesses estados.

A presente fase da campanha presidencial é a do embate de ideias e da busca de apoio para representar cada partido. A próxima fase, marcada para o final de julho, será constituída pelas convenções de cada um. Durante as convenções, cada partido procurará unificar o apoio dos membros à plataforma do candidato vencedor.

Os partidos tentam, na fase atual, fazer com que os candidatos não se excedam nas discussões e não façam acusações pessoais que possam prejudicar o plano de unificar o apoio de todos os candidatos que perderam em torno do programa do vencedor.

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Atualizada em 08/04/2016 às 07h04

O Movimento Passe Livre (MPL) deu início às mobilizações que, em junho de 2013, levaram milhares de pessoas às ruas em São Paulo e a passeatas em todo o país. Defensor do transporte público gratuito, o movimento organizou protestos contra o reajuste das tarifas de ônibus, trens e metrô na capital paulista. Os reflexos daquele momento podem ser percebidos ainda hoje, diz o filósofo e professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo (USP), Pablo Ortellado, que coordena pesquisas sobre as manifestações de rua. “A partir de 2013, com a dimensão que ganhou, a mobilização de rua se volta para o repertório político”, afirma, em entrevista à Agência Brasil.

Apesar das diferenças ideológicas, Ortellado vê influências do Passe Livre nas organizações que promovem atos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O Vem Pra Rua usa como nome um dos gritos usados pelo MPL nas manifestações de 2013, enquanto o Movimento Brasil Livre (MBL) tem “uma sigla que se confunde com o MPL de propósito”, acrescenta o professor.

"Apanhamos do PT e do PSDB"

O Passe Livre não tem, no entanto, agido para apoiar o impeachment, nem para contestá-lo nas ruas. “O momento faz parecer que há uma briga entre a esquerda e a direita quando, na verdade, parece para a gente que já apanhou de governos tanto do PT quanto do PSDB, é uma coisa de gente igual brigando”, diz uma das integrantes do movimento, Laura Viana (22 anos), a partir das discussões feitas internamente pelo MPL sobre a atual conjuntura política. Ao se opor ao aumento do preço das passagens, o movimento tenta pressionar tanto a administração petista, o prefeito Fernando Haddad, para que administre os contratos das empresas de ônibus, quanto a tucana, do governador Geraldo Alckmin, responsável pelas companhias que fazem o transporte sobre trilhos.

“Tendo impeachment ou não, o Estado vai bater nos movimentos sociais como sempre”, afirma a estudante de artes plásticas. O que realmente chama a atenção do MPL é o papel central que as forças policiais estão tendo no desenrolar dos fatos políticos recentes, muitos conectados com as investigações de corrupção na Petrobras.

“O que gente vê de muito preocupante no momento é esse processo de judicialização da política, a força que a polícia vem ganhando. Essa coisa de a Polícia Federal estar aparecendo como heroica. Isso é muito preocupante para a gente, como movimento social, que vem sendo criminalizado desde sempre. É uma coisa que a gente conversa inclusive com outros movimentos sociais”, acrescenta a militante.

O protagonismo das forças de segurança está ligado, na avaliação de Laura, ao processo de descrença nas instituições políticas tradicionais. “Parece que com esse processo de perda de fé na classe política, agora quem está ganhando espaço, principalmente na mídia, é a polícia. Não é uma coisa escancarada do tipo vai ter uma nova ditadura militar. Mas a gente vê que é uma instituição que ganha muita força entre a população”.

Para ela, a questão do impeachment não está, entretanto, no centro das preocupações do movimento. “Essa população que era maioria, que foi pra rua em junho e que tem ido para a rua com a gente nos atos contra o aumento [das tarifas]. Essa maioria ainda não saiu de casa. A gente vê que são pessoas que não estão se sentindo representadas por nenhum dos lados da polarização. É com essas pessoas que estamos desde sempre”, afirma a ativista. “Sabemos que vão ser tipos diferentes de governo [caso aconteça o impedimemto]. Mas a gente sabe também que a nossa organização tem que permanecer lutando da forma que já faz, que é manter a luta com quem está embaixo”.

Impostos

O MPL tem posição contrária à da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que vem defendendo o corte de impostos. A entidade tem apoiado os atos pela saída da presidenta, a partir da campanha que pede a redução da carga tributária e que tem como símbolo um pato amarelo. “A gente sabe que esse tipo de imposto, se for cortado da população mais rica, vai cair sobre a população mais pobre. Então, isso é sempre muito preocupante”, alerta Laura.

Uma das principais propostas do movimento é a tributação específica da parcela mais rica da população, como forma de garantir o transporte gratuito universal – o passe livre. “O que a gente sempre cobra do Estado é que os ricos paguem mais, porque eles já ganham em cima do nosso trabalho, não é justo que a gente tenha que pagar ainda mais”, ressalta a militante.

Sobre a influência que o MPL exerceu sobre outras organizações políticas, Laura afirma que isso faz parte da história dos movimentos sociais no Brasil. ”Assim como nós aprendemos muito com outros movimentos, muitos movimentos aprenderam com a gente. Tanto a esquerda sentiu que precisava mudar os próprios métodos, como o pessoal pró-impeachment, mais de direita, sentiu também”.

“O MPL não inventou a roda com manifestação de rua. Vários movimentos sociais já faziam esse tipo de manifestação. Em 2013, foi a coisa certa no momento certo”, completa Laura. A análise é semelhante à do professor Pablo Ortellado. Para o especialista, os atos de junho de 2013 foram o ápice de uma movimentação que começou no início dos anos 2000, de retorno das mobilizações de rua, que perderam força após a década de 80.

“O Brasil foi muito mobilizado no fim dos anos 70, início dos anos 80. A gente teve muitas mobilizações de rua. E esses movimentos que estavam na base dessas mobilizações terminaram se institucionalizando por meio do Partido dos Trabalhadores. O processo de institucionalização foi também uma gradual desmobilização das ruas, em um processo pelo qual se colocou ênfase dos meios institucionais”, diz Ortellado.

Na opinião do professor, os eventos daquele ano foram, no entanto, completamente excepcionais. “2013 acontece a cada 50 ou 100 anos. São aqueles grandes terremotos políticos que rompem o país”, acrescenta, ao comparar com o processo vivido pela França em maio de 1968, quando o país europeu passou por uma onda de greves, manifestações estudantis e revoltas populares.

Legado de 2013

Além de conseguir impedir o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo e no Rio de Janeiro, os movimentos se expandiram, segundo Pablo Ortellado, para ideais menos imediatos, porém com forte ressonância social. “Junho de 2013 foi uma experiência concreta para uma parcela expressiva da população que foi às ruas se manifestar, basicamente por duas coisas: direitos sociais e crítica ao sistema de representação. Esse duplo legado que tem sido explorado por diversos grupos”, acrescenta o professor ao comentar como a expansão dos protestos contra a tarifa levou ao surgimento de reivindicações contra a corrupção e por melhoria dos serviços públicos.

“Essa ideia de que o sistema está corrompido, de que os lastros que ligam a representação com a cidadania brasileira se romperam. Então, o sistema está crescendo em ilegitimidade. Esse outro legado de junho de 2013 que foi explorado pelos grupos à direita”, destaca Ortellado ao falar sobre como o Passe Livre influenciou as recentes movimentações contra o governo.

Por outro lado, o MPL também está, de acordo com o professor, diretamente ligado ao movimento dos estudantes da rede pública que ocuparam escolas em todo o estado de São Paulo no ano passado. A mobilização levou à suspensão da reorganização escolar, que levaria ao fechamento de mais de 90 estabelecimentos de ensino. “As primeiras mobilizações dos secundaristas foram fortemente estimuladas por ativistas do MPL. Têm ligação direta, são trabalho de base do MPL”.

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Atualizada em 08/04/2016 às 00h04

Nesta quinta-feira (7), Luís inácio Lula da Silva prestou depoimento para a Operação Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República, em Brasília.

De acordo com informações da 'GloboNews', o ex-presidente ficou durante duas horas prestando informações relacionadas a investigação, que apura desvios de recursos da Petrobras e de empresas estatais.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, há indícios de que empreiteiras beneficiaram Lula, o PT e seus parentes. Em suas declarações, o ex-presidente negou as suspeitas.

Segundo o site 'G1', na quarta-feira (6), Lula tentou marcar outra data, mas os procuradores não concordaram, e o ex-presidente compareceu à sede da PGR.

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Atualizada em 08/04/2016 às 00h04

Do Notícias ao Minuto - O ex-presidente e senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) discursou em evento nesta quinta-feira (7) e aproveitou para criticar a presidente Dilma Rousseff. Segundo o Bahia Notícias, na cerimônia organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Collor sugeriu que a petista tem tentado “comprar” deputados para evitar seu impeachment.  

O ex-presidente, que renunciou pouco depois da abertura de seu processo de impedimento, afirmou a Veja que, mesmo quando sabia que ia cair, não abriu o “balcão de negócios” para comprar parlamentares.  

Dilma tem sido acusada de negociar ministérios e cargos com diversos partidos para angariar votos no processo de seu impeachment na Câmara dos Deputados, principalmente após desembarque oficial do PMDB da base aliada. 

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Atualizada em 08/04/2016 às 00h04
 

O deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) protocolou nesta quinta-feira, 7, Projeto de Decreto Legislativo (PDC) para convocar um plebiscito sobre antecipar as eleições para presidente da República no Brasil.

A proposta prevê que a consulta à população brasileira sobre novas eleições deverá ser realizada em até 90 dias após a promulgação do decreto. O projeto não prevê, contudo, realização de novo pleito para governadores, deputados federais, senadores e deputados estaduais.

Do mesmo partido do presidente da comissão especial do impeachment, deputado Rogério Rosso (DF), Domingos Neto protocolou o projeto com apoio de “mais de 200 deputados”, mais do que as 171 mínimas necessárias (equivalente a um terço dos 513 deputados), como estabelece a lei dos plebiscitos e referendos.

Para que o plebiscito seja convocado, o PDC deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionado pela Mesa Diretora da última casa legislativa em que for votado. Pelo teor polêmico, o projeto de decreto deverá enfrentar resistência no Congresso Nacional.

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