STF demonstra que não mais aceitará a prática da organização criminosa para a difusão das fake news

O ministro Alexandre de Moraes do supremo tribunal federal autorizou a atuação hoje da polícia federal no sentido de realizar busca e apreensão na casa de parlamentares, empresários e formadores de opinião que se servem das redes sociais para o cometimento de delitos. Perfis anônimos utilizados para os crimes estão sendo rastreados e quem foi pego alastrando notícia falsa de forma reiterada contra terceiros terá o perfil bloqueado.

Sim, crimes. A liberdade de expressão não cobre como direito a possibilidade de utilizar as redes para vilipendiar a honra de pessoas e autoridades, espalhar notícias falsas, muitas delas com acusações explícitas de crimes sem nenhuma prova, e colocar em risco milhões de pessoas com informações sabidamente errôneas sobre a pandemia, para ficar apenas neste exemplo.

E pior. De forma associada. O ministro Moraes alega que há provas de que empresários sustentam o que é chamado de gabinete de ódio com o intuito de interferir na opinião pública, através da difusão de fake news contra a honra de pessoas e instituições encaradas como adversárias.

Que o STF continue. As redes sociais não são nosso estado de natureza. Há leis e elas devem ser efetivadas também no ambiente virtual. As fake news fazem muito mal ao país e atentam contra a democracia e contra a saúde da sociedade.

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