Tido como caçador de poderosos, Sérgio Moro foi para cima do porteiro

O filho do presidente, Carlos Bolsonaro, utilizou áudio e o publicou nas redes sociais, como suposta prova para mostrar que a conversa do porteiro do condomínio em que morava o presidente não foi com seu pai, mas como o outro suspeito de ter matado Marielle.

Pela versão de Carlos, quando um dos assassinos chegou no condomínio, no dia do homicídio, ele não pediu entrada na casa 58, a de Bolsonaro, mas na 65. Por essa explicação, o testemunho do porteiro é falso.

Detalhe: hoje se sabe que o áudio compartilhado pelo vereador do Rio de Janeiro não é do mesmo porteiro que foi ouvido pelo ministério público do RJ e mencionou o presidente. O ministro Sergio Moro e o ministério público federal não viram problema na conduta alastradora de fake news.

O próprio presidente disse que acessou os áudios da portaria antes das investigações e não mencionou nada aos entes competentes. Ele já sabia que havia sido citado no caso Marielle Franco. O ministro Sergio Moro e o MPF também não viram nenhum erro.

Perigo mesmo está no testemunho do porteiro, que agora sumiu. O MPF, comandado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, vai pedir, por provocação de Sérgio Moro, que a PF investigue se o funcionário cometeu os crimes de obstrução da Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa, além de calúnia e difamação contra o presidente da República, por ter citado Jair Bolsonaro em depoimento.

O pau arrebentou e foi nas costas de quem pode menos, que terminará por pagar mais. De fato, como gostam dizer os seus adoradores, Sérgio Moro é um homem que não livra os poderosos. Aviso: foi uma ironia.

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