Uma fórmula detestável do rádio brasileiro e a covardia da jovem pan

Odeio essa fórmula batida que tomou conta do rádio jornalismo opinativo brasileiro: os diretores dos programas pegam uma pessoa de esquerda e outra de direita e colocam para brigar feito rinha de galo. O público – extasiado e capturado pela lógica mocinho x bandido – é preso pela complacência que nutre por um lado e pelo amor ao ódio que canaliza contra quem encara como inimigo. A verdade sequer entra no estúdio.

Vou direto ao ponto. Tão detestável quanto a conduta do jornalista Augusto Nunes, que começou antes da sua agressão física hoje na rádio jovem pan, quando ele expôs os filhos do Glenn Greenwald, foi a ação da emissora de esconder do GG que Nunes estaria presente. E, depois de formar toda a ambiência dinamitada, ainda colocar os dois um do lado do outro.

Uma resposta, entre as várias possíveis – portanto, não precisa ser a única -, ao que aconteceu hoje é: não dê audiência para quem aposta nesse tipo de falso jornalismo.

PS. Não sou muita coisa no jogo do bicho. Mas sou chamado para diversos programas de rádio, mesas redondas, etc. E toda vez que eu sinto que a fórmula será essa, eu agradeço e não vou. Se me encontrar em tal situação, replico uma vez no máximo e não mais insisto. Deixo o meu interlocutor falar por último e segue o jogo. Não admito ser usado dessa forma. Não admita também, ainda que seja por alguém do seu “campo”. Estão ganhando dinheiro com suas raivas e paixões.

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