[VÍDEO] Rogério afirma que não destratou jornalista e divulga trecho de entrevista

[VÍDEO] Rogério afirma que não destratou jornalista e divulga trecho de entrevista

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) negou nesta terça-feira, 5, ter destratado a jornalista Ana Paula Lopes, da Sidys TV, canal sediado em Currais Novos. O parlamentar esteve na cidade na última sexta-feira, 1°, para ministrar uma palestra sobre a reforma trabalhista. Na oportunidade, ao conceder entrevista à jornalista, classificou uma das perguntas como “cretina”, fato que gerou repúdio da imprensa local.

Em nota encaminhada à imprensa, o tucano lamentou que a profissional tenha se sentido ofendida com a resposta e reconheceu que o termo empregado não foi adequado, porém esclareceu que não teve o objetivo de destratar a jornalista. “O que eu quis dizer era que a indagação da respeitável jornalista carecia de lógica, ou seja, não fazia sentido, pois estava desconectada do texto legal”, declarou.

O parlamentar acrescentou que, durante oito meses, período em que atuou na relatoria da reforma da legislação trabalhista na Câmara dos Deputados, dialogou com representantes de diversos segmentos da sociedade civil, incluindo jornalistas. “Foram meses de intenso e profícuo trabalho”, pontuou.

Ao responder mais uma vez o questionamento feito pela jornalista – que perguntou se a flexibilização de artigos da Consolidação das Leis do Trabalho, principal proposta da reforma, fragilizaria a relação entre patrões e empregados –, Rogério assinala que tal mudança na lei na verdade fortalece as instâncias sindicais.

“O artigo da lei que estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado fortalece e empodera os sindicatos responsáveis e representativos no País. O artigo 611-A está respaldado pela Constituição Federal, pela CLT, pelas convenções internacionais da OIT e por julgados do STF”, diz a nota.

Por fim, o defensor da reforma trabalhista esclarece que não teve o intuito de desrespeitar a jornalista ou a imprensa de Currais Novos. “Peço desculpas à jornalista pelo mal entendido e esclareço que em nenhum momento pretendi atingi-la ou à imprensa de Currais Novos”, encerra.

Leia a nota na íntegra:

“Esclareço que não destratei a jornalista Ana Paula Julgman de Currais Novos. Lamento que a mesma tenha se sentido ofendida com minha resposta. O adjetivo que utilizei se refere à pergunta e não à jornalista, como está claro no vídeo abaixo.  A palavra utilizada por mim não foi a mais adequada. O que eu quis dizer era que a indagação da respeitável jornalista carecia de lógica, ou seja, não fazia sentido, pois estava desconectada do texto legal.

Durante oito meses, dialoguei sobre a modernização das leis trabalhistas com centenas de pessoas entre jornalistas de todo o país, deputados, senadores, sindicatos de trabalhadores, centrais sindicais, sindicatos patronais, juízes, procuradores, partidos políticos, intelectuais e especialistas na matéria.  Foram meses de intenso e profícuo trabalho.

Em todo esse período, atendi a imprensa brasileira com civilidade e cordialidade, respondendo sempre todas as perguntas que me faziam. Jamais me furtei a responder qualquer indagação por mais enviesada que fosse. Infelizmente, alguns pontos do amplo debate sobre as leis do trabalho foram contaminados por clichês, falácias e palavras de ordem.

O artigo da lei que estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado fortalece e empodera os sindicatos responsáveis e representativos no País. O artigo 611-A está respaldado pela Constituição Federal, pela CLT, pelas convenções internacionais da OIT e por julgados do STF. Por fim, peço desculpas à jornalista pelo mal entendido e esclareço que em nenhum momento pretendi atingí-la ou à imprensa de Currais Novos. Estou à disposição para qualquer esclarecimento necessário.”

Deixe uma resposta