Sobre os ataques misóginos contra Marina Silva

A imprensa noticiou que a presidenciável Marina Silva contratou uma consultora de moda. O que chama atenção na matéria não é exatamente a atual preocupação com a profissionalização da escolha do visual da candidata, mas a busca tardia por ela. Toda a apresentação de um postulante ao cargo máximo da administração federal passa por escolhas meticulosas sobre o que falar e vestir. Espanta que Marina ainda não tivesse ido atrás de algo que é comum aos demais concorrentes. Lula, Dilma ou Alckmin têm um consultor de gênero para chamar de seu.

Ocorre que, o que deveria ser encarado como dado banal, virou ponta de lança para um conjunto de ataques de internautas e blogs ditos progressistas contra Marina. Nas redes sociais e na chamada blogosfera (sic) é possível ler ofensas misóginas contra a ex-senadora. Os golpes abaixo da cintura são canalizados para características físicas e tentando passar a procura pela consultoria como algo relacionado a uma suposta degradação moral feminina de Marina. Os superiores com suas certezas são capazes de ações lamentáveis.

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