A aliança com o MDB seria positiva para o PT no RN, mas é preciso cuidado para não se deixar levar por recall de pesquisa

É legítimo que um militante mais ortodoxo, digamos assim, tenha ressentimento sobre a aliança do seu partido com outro dotado de ideologia distinta. Só que sua liderança precisa pensar nas consequências das suas ações e pesar sobre formações para reunir forças, vencer e governar.

A aliança do PT com o MDB, que é negociada em âmbito nacional e pode também ocorrer no RN, é positiva e importante. Trata-se de um partido com boa inserção em todo o estado e agregaria também governabilidade ao governo Fátima. Trabalhar contra isto é uma maneira de enfraquecer o PT no RN. Tanto que a oposição à Fátima procura impedir a referida aproximação, plantando notinhas e intrigas.

Só que cabe uma ponderação. As negociações não podem levar em conta apenas recall de pesquisa. Isto porque, políticos que passaram muitas vezes pelas urnas, podem apresentar aparente bom desempenho em ano pré-eleitoral quando a maioria dos postulantes não são devidamente conhecidos. Mas basta a eleição iniciar para o dito cujo minguar e atrapalhar quem se encontra perto demais.

Por isso, o diálogo não pode menos ainda ficar a mercê de recall de pesquisa na perspectiva da formação das chapas eleitorais. Nomes com forte recall hoje pode ser a âncora de rejeição de derrota de amanhã.

Assim como no futebol, não há obviamente bobo na política. Daí que, pelo que é possível acompanhar pela imprensa, a aproximação está sendo buscada, mas avaliando a real competitividade dos nomes postos e da vitrine a ser apresentada ao povo potiguar.

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