A amoralidade de Bolsonaro foi incorporada pela base do presidente

O presidente Jair Bolsonaro disse, em seu cercadinho, que o Tribunal de Contas da União demonstrou que 50% das mortes por Covid-19 não foram, na verdade, por essa doença. O TCU já veio a público desmentir e enfatizar que não há nenhum relatório com tal dado. Trata-se, portanto, de uma mentira deslavada. É o cotidiano do presidente.

Ora, por qual razão os seus eleitores não se revoltam contra isso? Contra um presidente que nega os fatos, os problemas e as suas responsabilidades todos os dias?

Na verdade, essa (a) moralidade foi incorporada e normalizada pelos que dão sustentação ao presidente Jair Bolsonaro. Eles viraram partícipes.

Cito um exemplo. Um conhecido ficou meses enchendo o saco deste blogueiro, alegando que Bolsonaro estava certo em não comprar a vacina chinesa. Ela não prestava, segundo ele, e nem com aprovação da Anvisa fazia sentido adquirir. O presidente perdeu o debate, foi obrigado a se render ao imunizante e, de repente, mudou o discurso, alegando que nunca recusou nenhuma vacina. Este meu conhecido alterou o discurso junto com ele e passou a argumentar que sempre defendeu a imunização.

Em nome de aceitar as pautas reacionárias do presidente e um medo baseado em fumaça sobre um inexistente comunismo no Brasil, os eleitores do presidente Jair Bolsonaro se associaram ao seu modus operandi.

Deixe uma resposta