A eleição de 2022 para o governo do RN representará uma reversão histórica

A última eleição em que no RN a oposição entrou em ano eleitoral sem um nome foi quando Garibaldi Alves, em busca de reeleição, enfrentou José Agripino. Era um nome que foi pra disputa fazer recall para se reeleger ao senado quatro anos depois, o que deu certo. Só que o pleito para o governo era prego batido, ponta virada.

Depois disso a oposição sempre entrou forte. Fernando Freire perdeu para Vilma de Faria. Vilma foi para a reeleição contra Garibaldi, que era competitivo. Iberê enquanto governador perdeu para Rosalba. Rosalba sequer foi candidata em 2014. Por fim, Fátima foi o nome natural da oposição com Robinson sem chances de vitória em 2018.

A máquina estatal do RN foi perdendo capacidade de investimento, se esfacelando. Isto significou a cada vez mais sempre presente viabilidade eleitoral da oposição com o governador de ocasião enfraquecido. A reeleição passou a ser difícil.

Esta eleição de 2022 no RN ao governo se encaminha para a mudança dessa tendência. Entramos no ano da disputa pelo principal cargo do estado e a verdade é que, apesar de alguns nomes ventilados, não há bloco na rua contra Fátima.

Benes Leocádio tentou, mas mais motivado pela difícil disputa que terá de enfrentar caso busque a reeleição para federal. O prefeito Álvaro Dias desistiu já faz tempo. O nome de Ezequiel segue sendo ventilado. Mas o sopro vem mais de pessoas próximas almejando seu cargo de presidente da assembleia do que dele mesmo. Carlos Eduardo é a escolha mais pontuada pela pesquisas, só que segue sem articulação e com vários recados para ser na verdade senador na chapa de Fátima. O único que parece certo mesmo para sair ao governo é Styvenson, que usará o pleito para fazer recall para 2026.

A reversão se deve a recuperação da máquina pública em suas condições financeiras e de prestação de serviços.

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