A liberdade para contaminar

“É preferível perder a vida do que a liberdade”, disse o ministro da saúde Marcelo Queiroga, fazendo coro com o presidente Jair Bolsonaro.

Primeiro que morto não tem liberdade.

Segundo que quem concede a liberdade hoje é a vacina, pois gerou alguma normalidade ao fazer despencar o número de casos e óbivos.

Terceiro que não há restrição à liberdade. É apenas uma recomendação da anvisa para que turistas entrem no Brasil vacinados. Com isso, não agravarão aqui no Brasil, gerando custos de internação. E muito menos serão transmissores da doença. Vacinados transmitem menos.

Por fim, é uma regra adotada pelos outros países. Se alguém sair daqui para os Eua ou Europa só entrará demonstrando que tomou todas as vacinas. Trata-se de mera reciprocidade legítima.

Mas ficou a liberdade para contaminar. O passaporte não será cobrado. Apenas uma quarentena de 5 dias e um PCR negativo.

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