A pandemia ajudou prefeitos e deixou oposição em situação difícil diante das eleições 2020

A pandemia de coronavírus jogou a avaliação dos prefeitos no RN para cima. Motivo: recursos extras e baixa responsabilidade institucional diante da crise. O protagonismo diante de uma oposição silenciada pela força das circunstância estabeleceu os patamares do jogo para 2020.

Explico. Os prefeitos cuidaram das ações de atendimento inicial e, salvo os municípios maiores, não fazem qualquer tipo de internação. Resultado. No momento de aflição, distribuíram cestas básicas, remédios (inclusive sem eficácia), exames sem nenhum critério estratégico e fizeram outras ações de agrado rápido com os recursos.

O lado chato da pandemia ficou com o governo do RN, que foi quem administrou o isolamento social, se responsabilizou pela regulação de leitos, anúncio das mortes e é quem, de fato, segura as pontas sobre a internação de média e alta complexidade.

Diante disto, enquanto o isolamento social era apoiado pela população, os prefeitos também o fizeram. Depois, eles pararam de seguir o governo e/ou deixaram a parte de fiscalização, a que diz o “não” e obriga o comércio a fechar, gerando desgaste, para o governo do RN.

O governo do RN, por sua vez, não pode agir conforme os desejos da opinião pública. Do contrário, é em sua rede hospitalar que o problema estoura. A única forma de diminuir o colapso dos hospitais é contrariando o desejo de parte da populando, tentando mantê-la em casa.

Vale ressaltar também que enquanto o governo se viu obrigado a gastar recursos próprios, a verba do governo federal sobrou nos caixas das prefeituras. O critério de distribuição dos recursos pelo congresso nacional, que levou em consideração principalmente o tamanho da população administrada, foi ruim.

Por fim, a oposição ficou silenciada, sem poder sair de casa. E, caso fizesse qualquer tipo de discurso, seria facilmente enquadrada como “politiqueira” em momento de pandemia. Daí a maioria ter preferido a paralisação das atividades mesmo.

Até o presente momento, ironicamente, foram os governadores os mais prejudicados politicamente pela pandemia, ao mesmo tempo em que os que mais se viram obrigados a “amansar o boi na marra”. Prefeitos e executivo federal estão bem na fita.

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