A pergunta que importa sobre a diplomação de Sandro Pimentel

Quem me conhece sabe que nunca votei em Sandro Pimentel. Mas o que está em jogo não é minha opinião pessoal sobre A, B ou C. É o respeito ao desejo do eleitor o dado fundamental.

Sandro teve sua diplomação suspensa após serem apontados problemas na sua prestação de contas pelo ministério público.

O MP faz o seu trabalho e age com zelo. Está correto em atuar como procedeu. Afinal, é o guardião da sociedade.

Porém, a pergunta que o tribunal regional eleitoral deve se fazer é a seguinte: tais problemas foram determinantes para a vitória do pessolista? A disputa foi desequilibrada a seu favor de modo espúrio?

E a resposta clara é não. Sandro fez campanha modesta pautada no reconhecimento do seu mandato como vereador. Não estamos dissecando uma candidatura ancorada numa super estrutura político-financeira.

Falemos de modo mais direto. Todo o revés gira em torno da prestação de contas de pouco mais de 35 mil reais, uma bagatela eleitoral.

A suspensão de sua diplomação, além disso, o pune de forma inédita em toda a história do Rio Grande do Norte antes que o mesmo tenha a condição de se explicar.

Enfim, o que está em jogo não é o que alguém venha a achar do referido eleito, mas o respeito aos 19158 votos soberanos de eleitores do RN.

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