A senha dada por Bolsonaro ontem para circulação de notícias falsas hoje

Em manifestação no twitter no último domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que não queria apoio de quem tenta matar adversários e elencou um conjunto de situações em que, segundo ele, demonstra que é a esquerda quem é violenta.

Bolsonaro não lamentou a morte do petista Marcelo Arruda, assassinado por um bolsonarista que invadiu sua festa de aniversário. Disse que o caso precisa de apuração.

Tratou-se de uma senha: hoje, as redes sociais bolsonaristas estão cheias de teorias sobre a tese de que não tratou-se de crime político. Mentiras sobre suposta briga anterior entre os dois, versões sobre bebedeiras e até de que o homicida foi levar a mulher à festa circulam de forma abundante. A meta é dizer que o crime não foi movido por radicalismo alimentado pelo líder maior.

É o método de sempre. Eles não se conheciam conforme os próprios depoimentos. E, também de acordo com os depoimentos, ele chegou lá gritando Bolsonaro e xingando todo mundo de petista filho de puta.

O bolsonarismo é uma máquina de radicalização. E para manter a base guardada livre de interferência externa, é necessário continuar alimentando esses eleitores com versões falsas que os mantenham nos termos em que se encontram.

O assassinato não foi o primeiro nem será o último caso de violência política. Até porque o próprio presidente segue insuflando seus seguidores para tanto. É preciso que os demais lados da história não aceitem provocação e prezem pelo distanciamento de incursões radicais.

Vai piorar.

Deixe um Comentário