A verdadeira pergunta sobre a reforma da previdência e o futuro político de Fátima Bezerra

O difícil na análise política é separar o que importa do que são apenas questões momentâneas, sem maiores repercussões futuras.

Muito se diz que a governadora Fátima Bezerra está agindo contra seu discurso e sua base sindical, ao propor uma reforma da previdência. Seria a cobrança de suposta coerência.

Na verdade, a política não funciona assim. Cada esfera da sociedade tem sua “coerência”. E há um jeito de se comportar no governo e outra na oposição. Isto não é exclusivo da referida petista.

Daí que, ao invés de ficar cobrando a manutenção de uma opinião independentemente do cenário, algo que na arte de Maquiavel apenas os mais radicais fazem, cabe observar o que de fato é relevante. A reforma da previdência dará ao governo Fátima um colchão fiscal para colocar as contas em dia e retomar investimentos próprios?

Se acontecer, o ônus político diante de alguns setores da sociedade impactados diretamente pela reforma, será revertido em capital eleitoral para a reeleição em 2022. É a conta política que vale a pena ser feita.

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