Ação de Girão no IFRN unifica a comunidade acadêmica do RN contra a nomeação de indicado Josué Moreira

Ao nomear Josué Moreira, indicado pelo deputado federal general Girão para reitor do Ifrn, o pesselista deu o discurso do golpe e jogou toda a comunidade acadêmica do RN no colo da esquerda. Moreira sequer participou do processo eleitoral, que elegeu o professor Arnóbio.

Agora, a revolta é geral no IFRN, UFERSA, UFRN e UERN. Há organização de movimentos de servidores, notas de repúdio de professores e ações dos grêmios dos 21 IFRNs no RN. O braço público do ensino superior se mobiliza contra o que é encarado pela maioria como um golpe.

Trata-se de uma ação política de esquerda? Não. O repúdio é contra uma interferência externa que força a comunidade acadêmica a se unir em torno da resistência a uma prática reprovável. Mas como a ação vem de um bolsonarista contra um processo eleitoral, a esquerda nada de braçada.

O que o deputado ganhará politicamente com a medida compensa todo esse desgaste?

Moreira também terá dificuldade de desempenhar o cargo. Hoje, por exemplo, sequer conseguiu ingressar nas dependências da instituição sem protesto. A quebra de um processo eleitoral, que vinha empossando os reitores da instituição, o deixará sem legitimidade no cargo perante os administrados. Não é preciso ser muito perspicaz para perceber que ele será continuamente boicotado pelo alunado, pela burocracia e pela comunidade acadêmica. Vai sentar na cadeira, mas não levar na prática.

SINTOMA

De olho no eleitorado da UERN e do IFRN em Mossoró, o deputado estadual Alysson Bezerra, do solidariedade, repudiou a nomeação. Sintomático.

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