Além da mentira em si embalada na versão, cortar ICMS dos combustíveis seria o mesmo que fechar hospitais e escolas para preservar o lucro de acionistas privados da Petrobras

Além da mentira em si embalada na versão – o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços está congelado desde 2015; o que aumenta é o preço na Petrobras -, essa defesa de cortar ICMS para não mexer na política de preços dos combustíveis no Brasil seria grande uma injustiça. Trata-se de cortar a arrecadação estadual sustentáculo de serviços públicos, para manter o lucro de acionistas privados. O nosso país produz em real de forma mais barata e auto-suficiente, mas desde 2016 passou a cobrar em dólar a partir da cotação internacional.

Os que defendem isto no reino das ideias, que falem abertamente sobre as consequências objetivas – é para fechar hospitais, escolas e correr o risco de atrasar salários dos servidores, para que o lucro dos acionistas privados da empresa de maioria seja preservado.

Do Blog: a última vez que o ICMS sofreu reajuste foi em 2015. A alegação – fundamentada e correta – era de que seria necessário para manter serviços públicos e salários dos servidores. Votaram a favor os que hoje se dizem contrários: Tomba, Gustavo Carvalho, José Dias, etc, leia aqui.

Se o último reajuste em 2015 foi proposto, votado e aprovado sob a alegação de sustentação de serviços públicos e salários dos servidores, os que agora defendem a queda do ICMS para sustentar a política de preços da Petrobras, querem que a prestação destes serviços e os vencimentos dos servidores corram riscos?

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