Além de não ter seringas para vacinação, governo federal segue dormindo no ponto no fechamento de parcerias com outros laboratórios para a compra de vacinas

O ministério da saúde abriu certame para adquirir 300 milhões de seringas. Só conseguiu menos de 3% disso. Não há, portanto, seringas para vacinação da população.

A pfizer, que já aplica sua vacina pelo mundo, citou em comunicado pedidos incomuns para liberação da Anvisa do imunizante no Brasil. Entre as solicitações, estava a imposição da pfizer apresentar cronograma de vacinação, prerrogativa do governo federal e não da empresa. Já são 47 países vacinando suas populações.

A Colômbia fechou a compra de 9 milhões de doses da Johnson e Johnson, que deve finalizar seus testes em janeiro. Essa vacina é de dose única e pode ser guardada em freezer comum. O Brasil não comprou uma única dose.

A Sinopharm já aprovou seu imunizante, que demonstrou 79% de eficácia. O laboratório também não foi procurado pelo país.

A moderna também tem sua vacina sendo distribuída em alguns países, o Brasil não comprou uma única dose sequer.

Só há parceria do governo federal com a Astrazeneca, que está atrasada. E o governo de São Paulo com a sinovac, que também atrasou testes da sua Coronavac.

É por isso que estamos atrasados. Incompetência para fazer o que precisa e extrema habilidade para manter a guerra cultural, que pode até manter parte da base de Bolsonaro intacta, mas não livrará ninguém da doença. Pelo contrário.

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