Alexandre de Moraes mostra como conduzirá a campanha de 2022

O ministro Alexandre de Moraes, que será presidente do tribunal superior eleitoral durante a campanha, mostrou toda sua caixa de ferramentas. Primeiro ele ordenou que sites bolsonaristas retirassem do ar as fake news que davam conta de falsa associação entre o PT e o PCC. Agora mandou prender um mineiro que ameaçou de morte o ex-presidente Lula e ministros do STF. Com isso, ele deixa claro o modo como conduzirá a campanha que se avizinha.

PF prende em BH homem que ameaçou Lula e ministros do STF

Do estado de Minas – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão temporária de Ivan Rejane Fonte Boa Pinto, por ameaças ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência nas eleições deste ano, e a ministros do STF. A Polícia Federal (PF) prendeu Ivan, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (22/7).

De acordo com o STF, Ivan é acusado de usar redes sociais e aplicativos de mensagem para ameaçar o Estado Democrático de Direito ao defender a extinção do STF, ameaçar os ministros e o ex-presidente Lula. 

“Eu vou dar um recado para a esquerda Brasileira, principalmente pro Lula. Desgraçado, bota o pé na rua que nós vamos te mostrar o que nós vamos fazer com você, essa Gleisi Hoffmann, esse Freixo, frouxo do caralho. Todos que cercam você”, declarava Ivan em vídeo publicado nas redes sociais.

“Mas principalmente esses vagabundos do STF, se eu fosse você, Barroso, Fachin, Fux, Moraes, Lewandowski, Mendes, eu ficava nos Estados Unidos, em Portugal, na Europa, na puta que pariu, nós vamos pendurar vocês de cabeça para baixo. Vocês são vendidos”, completava as ameaças. 

Segundo o STF, o ministro também determinou o bloqueio das redes sociais do acusado e a busca e apreensão de armas, munições, computadores, tablets, celulares e “outros dispositivos que tenham relação com os fatos”.

O prazo da prisão é, inicialmente, de cinco dias, visando à garantia da integridade física dos envolvidos e à conclusão da investigação.

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