Álvaro Dias terá de acertar contas com sua (ir)responsabilidade na pandemia

Após o ministério público informar que abriu procedimento para investigar a conduta do Prefeito Álvaro Dias durante a pandemia, já começam a circular defesas em seus canais a respeito de sua conduta.

Ora, de nada adiantará. Ele terá de acertar as contas com suas (ir)responsabilidades durante a pandemia.

Foi amplamente divulgado por ele, por exemplo, de que farja uma distribuição em massa da ivermectina em Natal, para “prevenir” contra a doença.

Não há nenhum estudo que assegure isto. As agências de saúde do Brasil, dos EUA e dos demais países que nós reconhecemos suas autoridades sanitárias não recomendam, nem reconhecem qualquer eficácia da ivermectina contra covid-19 em perspectiva curativa e muito menos preventiva. Associações médicas nacionais e internacionais, revistas científicas, etc, são unânimes.

O Conselho Federal de Medicina não reconhece qualquer tratamento contra covid-19, conforme dito em comunicado pelo conselho nos jornais de circulação nacional, mas assegura o uso fora da bula de remédios contra covid-19, desde que receitado por um médico e aceito pelo paciente.

Esta conduta do prefeito nada tem relação com prescrição individualizada em casos específicos. Trata-se de uma política pública empregada em massa para toda a Natal, desrespeitando a necessidade do paciente passar por um profissional de saúde habilitado.

O que há aí, portanto, é o uso político de um remédio ineficaz, a partir de falsa promessa curandeira, para ganhar a simpatia da cidade coincidentemente em ano eleitoral.

Inclusive, não cansou de dizer, se distanciando quilometricamente da verdade, que Natal venceu a pandemia, através dessa estratégia.

Esse banner, por exemplo, foi publicizado em suas redes sociais em junho de 2020. O emprego em massa se encontra escancarado. Basta saber ler.

A alegação de seus defensores, dando conta de que o prefeito não poderia se omitir, esconde duas questões, portanto, nada desprezíveis. Primeiro, ele deveria lutar com todas as armas. Porém, o vermífugo nunca foi sequer espoleta contra o coronavírus.

E, segundo, a autorização individualizada – fora da bola – nada tem interação com o que ele promeveu em Natal. E, não nos esqueçamos, com consequências extremamente deletérias para a capital.

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