Após negociar o aumento da Petrobras com diretores em sua maioria indicados por ele, Bolsonaro critica o aumento dos combustíveis feito pela Petrobras

Tudo jogo de cena. Foi dito que o corte do ICMS dos estados iria retirar recursos da saúde, educação e segurança pública, queimando o que foi apurado pela eletrobras em seis meses de subsídio, apenas para manter a política de preços da petrobras. E pior: novos aumentos irão engolir o desconto, além de ser pouco provável de que a cadeia de produção repasse integralmente o corte de impostos ao consumidor final. Não deu outra.

Em Natal, por exemplo, os postos de combustíveis já elevaram o valor, uma forma de conceder o desconto depois dos impostos ao estilo black friday – a metade do dobro. E como previsto, a petrobras já anunciou novo aumento.

Como a gambiarra toda ficará exposta mais rapidamente do que fora inicialmente imaginado, o presidente Jair Bolsonaro precisa encenar indignação para tentar tirar o corpo da jogada. Agir como se ele não fosse o presidente.

Pois bem, o presidente negociou o aumento do preço dos combustíveis com a diretoria da petrolífera no início da semana, conforme matéria a seguir (leia aqui). Emissários de Bolsonaro pediram que o incremento viesse depois do projeto aprovado do corte do ICMS. Ora, o projeto foi passou pelo congresso na quarta. A elevação chegou.

Hoje, ele critica o mesmo aumento que negociou com a diretoria que é em sua maioria indicada por ele, conforme matéria aqui. Tudo não passa de encenação.

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