Aprovação do governo entre beneficiários do auxílio emergencial sobe para 52%

Do Poder 360 – Pesquisa DataPoder360 mostra que a aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro entre os brasileiros que receberam ou estão aguardando para receber o auxílio emergencial é de 52%. A desaprovação da administração federal ficou em 38%.

Os dados mostram que os beneficiários do coronavoucher –como o benefício é chamado pelo governo– passaram a avaliar melhor a administração federal nas últimas duas semanas, seguindo a tendência do resultado geral. Houve alta de 6 pontos percentuais em relação ao último levantamento (6 a 8 de julho), quando a taxa de aprovação do governo por esse grupo era de 46%.

Já a desaprovação se manteve estável em 38% entres os beneficiários do auxílio, depois de queda nos últimos levantamentos. Há 15 dias era de 39%. A taxa é 7 pontos percentuais inferior à avaliação nacional (46%). Há 1 mês 44% dos beneficiários rejeitavam o governo.

O percentual de aprovação do governo Bolsonaro pelos beneficiários do coronavoucher (52%) segue superior à avaliação geral dos brasileiros (43%), com diferença de 9 pontos percentuais. Já a desaprovação pelo grupo (38%) é 6 pontos inferior à média geral (43%).

A pesquisa foi realizada de 20 a 22 de julho de 2020 pelo DataPoder360divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 560 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Conheça a metodologia lendo este texto.

DataPoder360 também questionou os entrevistados sobre o trabalho individual do presidente. Bolsonaro é bem avaliado (ótimo+bom) por 36% dos beneficiários do coronavoucher. Houve alta de 4 pontos percentuais em 15 dias. O percentual está 6 pontos acima da média nacional.

Seguindo a tendência de queda nacional, a rejeição do presidente caiu 7 pontos percentuais entre os que receberão o auxílio emergencial nas últimas duas semanas. Os que consideram a atuação do presidente como “ruim” ou “péssima” são 35% desse grupo. Antes, eram 42%.

AUXÍLIO EMERGENCIAL

O DataPoder360 mostra ainda que quase metade dos brasileiros (46%) já recebeu ou está para receber o coronavoucher: 30% receberam ao menos uma das parcelas e 16% aguardam o pagamento.

Aqueles que tentaram, mas não conseguiram o benefício somam 14%. Estes tiveram o cadastro recusado. Outros 35% declararam não estarem aptos para receber.

O auxílio emergencial foi criado para mitigar a crise econômica causada pela pandemia da covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus. Com o isolamento social, milhões de brasileiros ficaram sem trabalhar. A intenção era fazer 3 pagamentos de R$ 600 mensais. Com a continuidade da pandemia no país, o governo prorrogou o benefício por mais 2 meses.

A 1ª parcela começou a ser paga em abril. Muitos ainda não tinham feito o cadastro. O benefício podia ser pedido até 2 de julho.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, 65,3 milhões de pessoas receberam o dinheiro. Até agora, o governo liberou R$ 128 bilhões aos beneficiários. Não há nada parecido na história recente do país em termos de assistência social tão abrangente.

O Bolsa Família, por exemplo, beneficiou 14,3 milhões de pessoas em junho. Número bem inferior. Agora, 13,6 milhões dos brasileiros que dependem do programa estão recebendo os R$ 600 no lugar do valor bolsa, que varia de R$ 41 a R$ 96 por mês por família.

COMO SÃO OS PAGAMENTOS

Como dezenas de milhões de brasileiros preferem retirar o dinheiro na boca do caixa, o governo fez 1 escalonamento de pagamentos de acordo com a data de aniversário de cada beneficiário. Haverá pessoas recebendo até quase o final de dezembro.

Os beneficiários estão em diferentes fases de recebimento, de acordo com o período que conseguiram fazer o cadastro. O governo já está na 4ª fase de disponibilização do dinheiro, mas aqueles que conseguiram o auxílio no fim de junho começaram a receber a 1ª parcela de R$ 600 na última 4ª feira (22.jul.2020).

Leia aqui o calendário de pagamentos.

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