Atuação não republicana de Bolsonaro com Fátima cria a impressão de que o governo federal age politicamente contra o RN

O presidente Jair Bolsonaro veio ao Rio Grande do Norte e não convidou Fátima, principal representante do Governo do RN para o evento. O gesto, antagônico ao que sempre foi praticado entre instâncias de poder, não importando a ideologia dos mandatários, significou ponto fora da curva. Reza (va) a boa etiqueta do republicanismo político que, quando um chefe do executivo federal visita uma unidade da federação em torno de ações de gestão, o convite ao governador local vira consequência lógica.

Jair Bolsonaro é o presidente do Brasil e não apenas de seus militantes. Se ele alega que vem ao RN em agenda administrativa, como disse, por que escantear a titular do executivo estadual? Quem perde não é Bolsonaro ou Fátima, mas o povo potiguar.

Agora, sem sequer telefonar para a governadora para avisar, passar maiores informações e tranquilizar o povo do RN, a petrobras divulga privatização de seus ativos por aqui e a finalização integral das suas atividades nas terras de poti.

Repito, não é uma questão de ser Fátima ou Bolsonaro. Os dois foram eleitos e têm legitimidade para ocuparem seus cargos. Repito, quem perde com essa radicalização é o povo do Rio Grande do Norte. Muito mais o RN, que é o lado mais fraco da moeda.

Se Jair Bolsonaro não discrimina o Rio Grande do Norte, precisa então mudar sua postura político-administrativa.

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