Bolsonaro abre concorrência pelo cargo de PGR para impor condições, escolher equipe e arrancar compromissos de agenda

O presidente Jair Bolsonaro já conversou com procuradores fora da agenda, com os mais votados pela lista tríplice comumente seguida para ser procurador geral da república e ameaça não segui la. O favorito, Augusto Aras, sequer figura nela.

Pouco importa. Ele abriu um leilão pelo cargo para, de tal forma, impor condições ao próximo PGR, sendo da lista ou não. Quer ditar a escolha de cargos de segundo escalão e a agenda de controle do MPF para os próximos anos.

Ao abrir esse processo de “consulta” entre os pleiteantes, pretende abrir uma concorrência entre eles de maneira que suas imposições sejam aceitas.

As declarações são diárias com tal viés. O filho do presidente Flávio Bolsonaro deu mais uma hoje, conforme o blog da jornalista do G1 Andréia Sadi.

MP não pode ser dominado por quem seja ‘contra o que a gente pensa’, diz Flavio Bolsonaro

Do blog de Andreia Sadi – G1

O senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou em entrevista ao programa Em Foco, da GloboNews, que o Ministério Público não pode ser dominado por quem seja “contra o que a gente pensa”. A entrevista vai ao ar no próximo dia 14.

O mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, acaba em 17 de setembro, e o presidente Jair Bolsonaro, pai de Flavio, já declarou que indicará o substituto até a próxima segunda-feira (12).

“Acho que essa vai ser uma decisão das mais importantes que o presidente vai tomar porque o Ministério Público, como fiscal da lei, pode interferir em diversas áreas que, para nós, são importantes que não sejam dominadas por pessoas que ideologicamente são contra o que a gente pensa”, afirmou Flavio Bolsonaro.

“Eu estou dizendo o seguinte: no meio ambiente, na segurança pública e numa série de outras áreas que a gente sabe – e esse foi o projeto vitorioso nas urnas – que tem que mudar em relação ao que estava no passado. A gente vai ter no Ministério Público pessoas que vão compreender não o resultado da eleição apenas, vão agir dentro da lei, vão agir sem o viés ideológico”, acrescentou o parlamentar.

O indicado por Bolsonaro para o cargo de procurador-geral da República será submetido a uma sabatina no Senado e precisa ter a indicação aprovada para tomar posse. O mandato é de dois anos.

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