Bolsonaro ainda pensa a pandemia em termos de imunidade de rebanho por contágio

O presidente Jair Bolsonaro segue há semanas negando a importância da vacinação para a queda dos óbitos. Ele desacredita as vacinas, alega que elas não têm comprovação científica (o que é falso) e insinua que a queda vem do alastramento do contágio. Hoje mesmo deu entrevista com tal viés, conforme está aqui veiculada no blog.

É algo impressionante. Bolsonaro ainda pensa a pandemia em termos de imunidade de rebanho por contágio e pelo incentivo da visão mágica do processo de superação do novo coronavírus. Isto é, “morreu gente em todo canto”, como se no Brasil não tivesse falecido um número muito maior do que a média mundial, o jeito era todo mundo pegar mesmo e, quem morreu, morreu para já era a hora. São algumas das afirmações ditas nos últimos dias.

Ora, trata-se de uma visão negacionista e darwinista social de mundo. Um político, digamos, normal trabalharia para demonstrar que sua participação foi fundamental para o avanço da vacinação e queda de óbitos. Bolsonaro trilha o caminho contrário. Não apenas atrasou a imunização no Brasil, como diuturnamente relativiza o papel dos imunizantes para a contenção do vírus.

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