Bolsonaro muda a versão e, ao invés de falar em pagamento de empréstimo, alega que os 89 mil depositados pelo Queiroz na sua conta da primeira dama foram para pagar contas mensais dele

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (15.dez.2020) que eram pagamentos pessoais para ele os depósitos feitos por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O caso está sob investigação.

“Vamos apurar? Vamos, mas cada um com a sua devida estatura e não massacrar o tempo todo, como massacram a minha esposa, quando falei desde o começo que aqueles cheques do Queiroz ao longo de 10 anos foram pra mim, não foram pra ela. Eu dava 89… divide aí, Datena. R$ 89 mil por 10 anos, dá em torno de R$ 750 por mês. Isso é propina? Pelo amor de Deus! Pelo amor de Deus! R$ 750 por mês. O Queiroz pagava conta minha também. Era de confiança, tá?”, disse o presidente em entrevista à Band.

Na entrevista não foi perguntado a Bolsonaro sobre os repasses feitos pelo ex-assessor e pela sua mulher, Márcia Aguiar, a Michelle, mas sobre uma reportagem da Revista Época que divulgou que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) teria produzido relatórios para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Sobre o caso do filho, Bolsonaro disse que procurou o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) para saber o que aconteceu.

“Perguntei: ‘Alguma coisa foi feita?´. Ele [Heleno] falou:´Não´. Como na semana passada, retrasada, falaram que eu queria interferir na Receita Federal. A Receita Federal, se vazou alguma coisa, não tem mais nada o que vazar agora, já está tudo vazado”, disse o presidente.

Na visão de Bolsonaro, Queiroz foi injustiçado na investigação da “rachadinha” (desvio de salários de servidores).. “Desde quando se instaurou o processo, eu não tenho conversado com ele. Agora, ele tá sendo injustiçado também. Por quê? Tem que ser investigado e dar a devida pena se for culpado, e não prender a esposa”, disse. “Parece que o maior bandido da face da terra é o senhor Flávio Bolsonaro. Se tem a sua culpa, que se apure e se puna, mas não dessa forma, tentando me atingir politicamente em todo o momento”.

O chefe do Executivo disse que conhece Queiroz há 30 anos e que nunca teve problema com ele. “Daí aconteceu esse caso. Até hoje, ele não foi ouvido ainda. E é lógico, porque parece que não interessa ouvir, interessa é ficar desgastando, ficar sangrando, o tempo todo agindo dessa maneira”, declarou.

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