Oportunidade: cadê a direita do RN para lutar pela diminuição do Estado?

A crise fiscal segue se acirrando no RN: há atraso de salários e dos duodécimos em consequência da perda de arrecadação. O nosso Estado foi sendo inchado nos últimos governos e o saldo chegou.

O governo espera contar com recursos extras este ano para fechar as contas. Porém, ano que vem o problema não estará solucionado. É preciso rever o tamanho da máquina em diversas frentes: venda de ativos inadministráveis, isenções fiscais setoriais, estatais que poderiam gerar investimentos com a injeção de capital privado e etc. Sem isso, a crise estrutural continuará.

Nesse cenário, chama atenção a ausência de ideias de reforma do Estado no RN. O discurso por uma máquina menor (no caso das estatais e dos ativos), mais igualitária (sem privilégios fiscais setoriais) e mais eficiente (reestruturação escolar, análise do quadro funcional do RN, distribuição orçamentária, etc) seria salutar. Mas por qual razão tais ideias não dão o ar da existência nas terras de poti?

A direita local transmite receio face a força política dos três grupos políticos mais fortes do RN: sindicatos, poderes e Fiern. Além disso, desperdiça a oportunidade de reformar o RN, pois quer se manter distante da crise.

A esquerda segue defendendo suas ideias de sempre sem contraditório: apoio aos grevistas e suas ocupações. Quando ainda governo em 2015 aprovou um plano estadual da educação com passe livre e ampliação da UERN. Foi contrária a reestruturação escolar, projeto deixado pela ex governadora Rosalba Ciarlini. Recentemente, fez uma oposição forte contra o projeto de reforma previdenciária estadual. Aliás, ajustes sempre sofreram ataques renhidos dos jacobinos potiguares.

Bem, estas ideias não irão resolver nosso problema. Pelo contrário. São responsáveis pelo que atravessamos hoje. A direita estadual precisa apresentar uma contra proposta, até para trazer outro olhar sobre o problema.

A Assembleia, casa que deveria liderar o debate político, segue sem debatedores. 

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