Camarões, Robinson, STF e o evento de posse da UFRN

Na gestão de Robinson Faria um contrato foi fechado do Governo do RN com o restaurante camarões, que só seria utilizado quando o Estado tivesse alguma audiência com autoridades e necessitasse servir alimentação. É comum um governador receber ministros, embaixadores, etc.

Pois bem, a banalidade do ato se transformou numa crise. O assunto ficou durante semanas nos jornais e nas redes sociais. Era como se Robinson se esbaldasse na comida do restaurante, enquanto os salários estavam atrasados.

Agora, mais recentemente, fizeram o mesmo com o supremo tribunal federal. Ele adquiriu camarões e vinhos pelo exato e mesmo motivo que Robinson. Qual o problema? Nenhum. Ainda assim, o assunto virou motivo para pedidos desavergonhados de fechamento do STF. Tudo com patrocínio governamental.

A vítima da vez é a UFRN. A solenidade de posse do reitor no teatro Riachuelo virou ponta de lança para os que querem desgastar a universidade. A UFRN não tem espaço para tal ação. Mas o que importa? Na verdade, quem quer atacar não quer saber da importância do acontecimento, da quantidade de gente que comparece.

Relatos fatos que são questões básicas de uma gestão. Em nenhum Estado do mundo, num encontro diplomático, o anfitrião servirá feijão, arroz e bife. Há uma imagem em jogo. Em nenhuma universidade, pelo que pude pesquisar, a transmissão de cargo de reitor é uma mera alteração burocrática.

Mas obviamente que, com as pessoas vivenciando o desemprego e perda do poder de compra, se tornam alvos fáceis da manipulação dos seus sentimentos de insatisfação.

Vi na época muita gente criticando Robinson pelo caso do camarões, que agora defende a universidade. Ou fazendo o caminho no sentido inverso. A antipolítica gera isso. Na primeira hora em que você tiver que fazer política, terá de negar tudo o que disse anteriormente.

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