Com a ameaça de impeachment, Bolsonaro abandona temporariamente os ataques contra o STF e direciona sua guerra cultural contra a vacinação

O ministério da saúde nos lembrou hoje, mais uma vez, qual a concepção sobre vacinas do governo federal. Os membros do MS criaram uma bagunça nacional com uma nota, que passou por cima de estudos científicos, da autorização da Anvisa para aplicação da vacina da pfizer entre adolescentes etc.

Com um pedido de impeachment fungando no cangote de Jair Bolsonaro, ele recuou de seus ataques contra as instituições. Porém, é a guerra cultural que sustenta a relação com sua base. Sem o cavalo de batalha contra o Supremo Tribunal Federal, a construção de inimigos imaginários retorna para a pandemia.

Coincidentemente, influencers bolsonaristas passaram a semana espalhando notícias falsas sobre vacinação de adolescentes. E, hoje, o ministro da saúde Marcelo Queiroga foi porta voz do negacionismo governamental. O Pazuello com grife médica lançou dúvidas sobre a vacinação entre adolescentes e embalou teorias conspiratórias. Diversos especialistas criticaram, tanto a paralisação, como o discurso do ministro.

A guerra cultural bolsonarista também retorna com a oposição entre governo federal e estados. Alguns já vieram a público criticar o conduta da União, que não tem base científica e colide com o que diz o plano nacional de imunização e parecer técnico da Agência Nacional Vigilância Sanitária – Anvisa.

Em tempo. A Anvisa acaba de emitir nota mantendo a vacinação de adolescentes com pfizer. Segundo a autoridade sanitária do país, não há nada que contrarie tal recomendação já aprovada pela agência e também seguida por EUA, França, Chile, Inglaterra, entre outros.

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