Com operação policial pela compra de respiradores para o hospital de campanha de Natal, CEI na Câmara não engata e “combatentes da corrupção” seguem com postura seletiva diante da pandemia no RN

O hospital de campanha de Natal foi alvo de operação policial da Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal pela compra de respiradores supostamente superfaturados. Ainda assim, a Comissão Especial de Inquérito na Câmara Municipal não atingiu o número necessário de 1/3 de assinaturas para investigar o caso. Há na cidade uma indignação seletiva advinda dos “combatentes da corrupção”, adeptos do denuncismo de ocasião como meio de embalar interesses políticos e econômicos.

Vejamos a diferença. Todos os contratos do Governo do RN foram aprovados pelo Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. A compra pelo consórcio nordeste de 30 respiradores para o RN, após a não entrega, foi denunciada pelo próprio governo do estado. O ministério público de contas emitiu parecer de que não existiu corrupção no caso. Ele segue sendo investigado pela polícia federal através do controle judicial do Superior Tribunal de Justiça. Ainda assim, o debate sobre o assunto é diário na cidade. Sou defensor de que se investigue, caso alguém queira. Mas é notório que falta base factual para a CPI da Covid na Assembleia.

No caso de Natal parece que muita gente não quer investigar, pura e simplesmente. Os “combatentes da corrupção” desaparecem. Nada falam. Pelo contrário. Convivem muito bem com o estado de coisas estabelecido, participando por inércia da operação abafa.

O que está verdadeiramente em jogo? Há uma sintonia forte do Prefeito Álvaro Dias com as elites locais, grupos de fornecedores do estado, imprensa. Já no caso estadual, há uma distância maior. É o que embala tal seletividade.

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