Coronavírus e a força do exemplo negativo

Há muitas críticas contra a população porque ninguém leva em conta a gravidade da crise pelo coronavírus. As pessoas estão indo à praia, ao cinema, tudo de boa. O potiguar mesmo já falou algo nesse sentido por aqui também.

Porém, o argumento precisa ser matizado. Se o próprio presidente, Jair Bolsonaro, que deveria se encontrar em quarentena – 12 pessoas de sua equipe estão com o vírus -, não respeita a prescrição de seus auxiliares do ministério da saúde; ora, quem vai respeitar?

A sinalização institucional é de desdém. Aliás, nas manifestações de ontem desincentivadas pelo próprio presidente, Bolsonaro saiu às ruas e apertou a mão – principal prática geradora de contágio – das pessoas. Ele também disse que há histeria gerada pela mídia por interesses econômicos.

PS. Levemos a sério o argumento (sic) de que a mídia faz histeria e vamos fazer de conta que não está acontecendo o que está acontecendo na Europa, nos Eua, no Irã, na Coreia e na China. Por que a imprensa ajudaria a quebrar parte da economia, seus anunciantes e, portanto, ela mesma?!

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