Correntes de whatsapp, hipermodernidade e o acalentador mundo das ideologias

CORRENTES DE WHATSAPP, HIPERMODERNIDADE E O ACALENTADOR MUNDO DAS IDEOLOGIAS

A verdade é fria. As ideologias funcionam como cobertores quentes. O texto não é fidedigno, mas o pensamento é do sociólogo Nobert Elias. Se não me falhe a memória, no imperdível livro “a condição humana”.

Entre a frieza – a falta de graça, digamos assim, dos sentidos contraditórios e complexos – dos fatos e o fantástico mundo pronto e arrumado das correntes de whatsapp, as pessoas estão preferindo a última opção.

Elas chegam pelas mãos daqueles em quem eu confio e teço relações de amizade. São agentes que também compartilham a minha “luta”. Não vêm pelas publicações desse “sistema predatório que só pensa em poder e dinheiro” e não mais reconhecido como legítimo.

No mundo louco da hipermodernidade, que como disse Peter Berger, a desorientação vira consequência, é mais acalentador a teodiceia dos bandidos lá fora contra o meu mundo blindado e munido de sentimentos puros e altruístas, do que a verossimilhança do junto, complicado e misturado. As correntes de whatsapp funcionam como boia de segurança.

A busca pela afirmação própria como sinônimo da pura bondade e a batalha contra os maus de coração representam base de entrada para todo tipo de manipulação. Os que já não se questionam mais pela firmeza dos seus propósitos viram soldados de tudo o que dizem abominar.

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