Cortes de cerca de R$ 24 milhões inviabilizam funcionamento da UFRN, diz reitor

Os cortes que somam quase R$ 24 milhões no orçamento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 2022 deverão inviabilizar o cumprimento dos compromissos com contratos de terceirização e fornecimento de energia nos campi da instituição até o fim do ano, segundo afirmou o reitor José Daniel Diniz, nesta terça-feira (12) ao g1 RN.

O primeiro corte, de cerca de R$ 12 milhões, foi realizado ainda na aprovação do orçamento para este ano, em 2021. No entanto, um novo bloqueio foi realizado na metade do ano, quando a universidade já estava executando o planejamento realizado com o orçamento aprovado.

“Esses cortes aconteceram nas ações de funcionamento. Uma redução maior de R$ 20 milhões, num orçamento que representava R$ 115 milhões. Agora estamos com menos de R$ 100 milhões de reais. Isso num ano em que houve aumento na conta de energia, nos contratos de terceirização e em tudo. Além de que foi no ano de retomada das atividades presenciais”, afirmou.

Os cortes ocorreram no orçamento discricionário, que envolve despesas de custeio, como pagamento de bolsas e auxílio estudantil, contas de água e telefone, contratos de segurança e manutenção, por exemplo.

Segundo o reitor, a instituição não tem como reduzir os contratos. No caso da mão de obra terceirizada, por exemplo, ele afirma que os 1.500 trabalhadores que atuam na área de segurança, limpeza e manutenção são o mínimo.

“Com repetidas reduções, ano após ano, não temos mais como fazer reduções, a não ser trazendo prejuízos significativos, inclusive acadêmicos. Na segurança, temos efetivo mínimo. É possível reduzir? É. Mas não sem trazer consequências graves para a segurança do campus. Na limpeza, estamos com o mínimo de pessoas inclusive do ponto de vista legal. Não temos como reduzir esses números”, considerou.

Para o reitor, a única solução é a reversão dos cortes. Por isso, a instituição enviou ofícios aos deputados e senadores do estado, solicitando apoio sobre o assunto. Ele afirma que as instituições federais também já foram informadas sobre novos cortes previstos para o orçamento de 2023.

“Fato é que será muito difícil a instituição honrar com seus compromissos para garantir seu funcionamento, porque simplesmente o orçamento não dá. Não tem como a instituição absorver essa redução. Por outro lado não tem como deixar a instituição parar . Então a única saída é a reversão dessa situação”, considerou.

G1 RN

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