CPI da Arena das Dunas representa necessário acerto de contas com o passado no RN

A derrubada do machadão e do machadinho representa um dos maiores crimes da história do Rio Grande do Norte. O delito foi agravado pelo modo como o Estádio Arena das Dunas foi construído.

A relaçao de parceria público-privada, em que o Rio Grande do Norte ficou com o ônus e a empresa construtora com o bônus, engessou o futuro do Estado. O custo de 400 milhões do equipamento virará 1,5 bi ao término do financiamento de décadas. A organização ganhará com a construção e, caso a manutenção dê prejuízo, o RN vira agente solidário.

O equipamento, que foi enfiado goela abaixo dos críticos como sinônimo de passaporte para o futuro, como se fossemos receber shows de Madonna e jogos da Champions League, é permeado por acusações de corrupção.

E o poço não pára de ficar mais fundo. Em recente auditoria tocada pela procuradoria geral do Estado, soube-se que a empresa administradora não vem compartilhando os lucros como previsto e que o RN paga mais do que o acordado. Eles alegam que mudaram o contrato de relacionamento com o governo durante a gestão de Rosalba.

Tudo é muito nebuloso. É preciso lançar definitiva sobre a Arena das Dunas, um acerto de contas histórico com o passado. A comissão parlamentar de inquérito proposta pelo deputado estadual, Sandro Pimentel (PSOL), pode ser de relevo para tanto. Ele pretende protocolar o pedido de CPI esta semana e já circula a informação na Assembleia de que ele conseguiu reunir as oito assinaturas necessárias para o começo dos trabalhos. Tomara. O Rio Grande do Norte não pode se furtar desse debate.

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