Críticos do passaporte vacinal defendem a liberdade para contaminar

Sobre a (falsa) polêmica a respeito do passaporte vacinal, cinco pontos:

  1. A vacina de covid funciona da mesma forma que outras, passando por todos os testes e já aprovada definitivamente pela Anvisa.
  2. Praticamente nenhuma vacina protege 100%. Por exemplo – vacina de gripe, de sarampo, catapora ou polio: você pode pegar a doença só que mais branda.
  3. Diversas vacinas precisam de reforço – polio, tétano ou gripe.
  4. É falso que vacinados e não vacinados transmitem do mesmo jeito. Não vacinados uma vez doentes transmitem 5 vezes mais do que vacinados. Também transmitem por período maior. A liberdade de não se vacinar está garantida. O que não pode é o não vacinado querer ter o direito de impor a terceiro a sua escolha em espaços compartilhados. Não tem nenhuma relação com liberdade querer expor o outro aos riscos que uma pessoa escolheu para si.
  5. 8 de cada 10 internados hoje são de não vacinados. É óbvio que vacinas funcionam: no pico da pandemia tínhamos 50 mil casos em média/dia com 4 mil óbitos. Depois da vacina estamos tendo agora quase 200 mil casos/dia com menos de 300 óbitos (principalmente de não vacinados). É um custo coletivo que o não vacinado impõe à sociedade, pois esse gasto, se ele tivesse vacinado, não ocorreria e o leito seria usado pra outro doente necessitado.

Os críticos do passaporte vacinal querem ter o direito de expor quem não fez sua escolha ao risco da Covid-19. Isto é tudo, menos liberdade.

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