De repente, parte da direita potiguar virou esquerdista e contra a simplificação e desoneração

O RN precisa de uma reforma previdenciária, venda de ativos e modernização de sua legislação para se enquadrar à guerra fiscal em pé de igualdade. Desde 2015 o potiguar defende isso e outras ações. Afinal, políticas públicas devem ser pensadas a partir de evidências racionais.

São reformas difíceis, mas necessárias. Robinson tentou algumas em 2017 e a Assembleia não aprovou. Pelo contrário. Aumentou foi o rombo fiscal com novos gastos.

Agora alguns deputados, os que votaram contra aspectos da reforma da previdência estadual em 2017, por exemplo, dizem que são a favor e cobram da atual gestão um projeto sobre o mesmo assunto. Balela. No momento em que o governo apresentar uma ação, irão para cima sem titubeio.

Tanto é que os mesmos deputados e formadores de opinião, aqueles que se dizem liberais na economia, também se opõem ao PROEDI, um programa de desoneração e simplificação tributária. Citam a Paraíba como caso de sucesso apenas como caso de combate discursivo contra o oponente da vez, nunca como modelo a ser seguido.

É pitoresco porque, na prática, se colocam à esquerda do atual governo, ainda que se apresentem como de direita, liberais ou conservadores, defendendo legislação ultrapassada que onera, dificulta o ambiente de negócios e no longo prazo continuará derrubando a arrecadação.

O bolivarianismo – deixe me fazer uso dessa pobre expressão retórica – tem lado aqui nas terras de poti.

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