Defensores de ditadura, do desmonte do estado e do darwinismo social garantem a resiliência de Bolsonaro diante da crise

Resiliência de Bolsonaro impressiona. O cara tem 25% de ótimo e bom nas pesquisas, fazendo indubitavelmente o pior governo de nossa história. Uma gestão de morte, destruição e desmonte.

O Brasil apresentou a pior resposta à Pandemia, conforme todas as revistas especializadas. Já passamos de mais de 540 mil mortos pela covid-19 e seguimos liderando o nome de óbitos diários. O tema ganha nitidez negativa quando percebemos que, além da negação de tudo que funciona, o governo atrasou a compra de vacina boa e barata, por imunizantes bem mais caros e sem aprovação da anvisa. Pano de fundo: propina. Apenas nesta operação, milhares de pessoas morreram.

Há um total desmonte da capacidade administrativa do estado. Aonde o governo mete a mão, a promessa é de problemas objetivos. Há quem se iluda com a inauguração de pequenas obras, como se elas representassem o nosso plano para a modernidade. Ora, de tão pequenas, sequer eram inauguradas pelos presidentes anteriores. O dado concreto é que o ministério da educação, da saúde, etc, estão paralisados. Nada mais fazem. Tudo ficou nas costas de estados e municípios por pura inércia.

O presidente Jair Bolsonaro operou todas as quebras de promessas antissistema da campanha, se aliando com o que chamava antes de ladrões e desmontando todo o aparato duramente montado de combate à corrupção. A lava jato já era. Nomeado fora da lista tríplice, o Procurador Geral da República é seu protetor e arquiva tudo. A Polícia Federal virou sua guarda. Basta investigar qualquer um dos seus, para que o superintendente e delegado sejam exonerados ou transferidos. Assim ocorre também na receita federal e outros órgãos.

Há ameaças semanas de golpe. Essa história de urna auditável é a maior malandragem golpista que há. As urnas já são auditáveis e, apesar das correntes de whatsapp, nunca foram fraudadas. O nosso modelo é exemplo para o mundo. Toda eleição observadores internacionais vêm aqui aprender com nossa votação. Bolsonaro joga isto no lixo como desculpa, para ter um subterfúgio de ameaça à democracia.

A crise inflacionária elevou o preço de combustíveis, comida e serviços. A perda de poder de compra é notória e insofismável. A fome voltou com toda a força. O ministro da economia, o posto Ipiranga Paulo Guedes, não esconde seu ódio aos pobres.

O meu palpite: essa parcela da população resulta de um amontoado de pessoas de fato golpistas, desejosas pela destruição do estado e que enxergam o mundo a partir do darwinismo social implementado por Bolsonaro durante a pandemia. Ganham também com o retorno da inflação. Em face de tais opiniões, irão relativizar escândalos de corrupção e quebras de promessa antissistema. Eles devem ser derrotados pelo bem do Brasil.

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