Defesa da lava jato nada tem de preocupação com a corrupção: é temor de Lula

É preciso entender o sentido atribuído por aqueles que fazem uma defesa radical da Lava Jato. Trata-se de temor que as revelações recém publicadas por toda a imprensa sobre o seu modus operandi beneficiem Lula, hoje, por tudo o que tomamos conhecimento, um preso político.

O militante lavajatista não se preocupa com o combate à corrupção e mesmo com a continuidade da operação. A defesa de Sérgio Moro e do Deltan Dallagnol é puro antipetismo. Proteger os dois é uma forma de blindar suas atuações contra as contestações judiciais do principal líder da oposição.

A permanência do controle da separação entre público e privado tem um inimigo fundamental e ele se encontra sentado na cadeira presidencial. Nunca um presidente foi tão deletério contra a autonomia da polícia federal, da receita federal, do conselho de operações financeiras (Coaf) e o ministério público.

Em apenas sete meses, Bolsonaro interferiu na nomeação dos superintendentes da PF, atacou o poder dos auditores da receita, retirou a autonomia do Coaf e já deixou escancarado que só vai nomear um procurador geral alinhado com ele.

Não há nenhum movimento radical da parcela lavajatista da sociedade brasileira contra o desmanche patrocinado por Bolsonaro, tranquilamente e à luz do dia, das instituições responsáveis por pegar as ações corruptas no país. Pelo contrário. Há pacífica convivência com os desmandos em prol da blindagem da família Bolsonaro.

O barba ainda mete medo em muita gente e tal sentimento viceja bem delineado entre os antipetistas travestidos de falsos moralizadores da coisa pública.

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