Desesperado com as consequências econômicas, Bolsonaro tenta dispersar greve dos caminhoneiros contra o STF

Já são 16 estados com manifestações de caminhoneiros. Os estados citados pelo ministério, a partir de informações da PRF (Polícia Rodoviária Federal), são: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia. Maranhão, Roraima, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará.

Os caminhoneiros protestam contra o Supremo Tribunal Federal e em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

O chamado por eles de mito, ao saber da movimentação, se desesperou e logo tratou de enviar um áudio, pedindo para que as vias sejam liberadas e eles retornem ao trabalho.

Os caminhoneiros não acreditaram que o áudio era do próprio presidente e foi preciso o ministro da infraestrutura, Tarcísio de Freitas, fazer um gravação também para tentar comprovar a autenticidade do conteúdo.

Vídeos viralizaram de caminhoneiros, sendo alertados e comemorando a decretação de um estado de sítio pelo presidente. Obviamente é uma informação falsa, o que mostra a tônica de como esses sujeitos vivenciam a realidade.

Bolsonaro sabe que uma paralisação de caminhoneiros terminaria com aumento de preços e a consequente responsabilização de seu próprio governo, acarretando em queda maior de sua avaliação.

Pela manhã da quarta feira dia 8 o ministério da saúde já havia sido invadido por militantes bolsonaristas.

As reações da oposição, dos mercados e demais setores da sociedade agem na perspectiva de inviabilizar de vez Bolsonaro, quer seja tirando o capitão ou deixando-o bastante enfraquecido, dado o custo político e econômico da guerra ininterrupta que ele deflagrou no país contra as instituições.

Depois do dia 7 de setembro, um novo limite foi ultrapassado e com uma novidade – é improvável que Bolsonaro mantenha o suporte de mercados, setores antes aliados e de alguns partidos políticos – PSDB, PMDB, PSD e Solidariedade já dizem aos quatro cantos que não são mais governo.

Trata-se de chover no molhado, mas o provável é que Jair Bolsonaro atue para tumultuar ainda mais a política brasileira. Esta será sua reação. Só que sem a força de um passado não muito distante.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Rodoferroviária Federal desobstrua as rodovias e, quem resistir, pague multa de 100 mil reais.

A polícia federal também investiga suspeitas de locaute, que é quando um grupo patronal impõe uma paralisação de um segmento da economia. Há indícios da participação de ruralistas.

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