E a maioria dos “curados” da Covid ficam com sequelas por até quatro meses

Durante a pandemia, o discurso governista inventou algo bizarro – a comemoração do número de curados diante de uma doença com taxa de letalidade definida.

Ora, para existir alguém que sobreviva ao novo coronavírus, é preciso que todo o sistema falhe – barreiras internacionais abertas, falta de informação, carência de uso das medidas sanitárias (limpeza das mãos, distanciamento e máscara) e falta de testagem. Além disso, o discurso do número de “curados” esconde também que nada pode ser feito contra a patologia. Ela apresenta taxa de óbito que nenhum remédio foi capaz de alterar seu curso. Isto é: a cada 100 pessoas contaminadas, uma irá falecer. Pode parecer pouco, mas vimos o estrago em termos populacionais. Ao vibrar com o número de sobreviventes, fica a impressão de que o governo fez algo para que estas pessoas não morressem. Só que a cura diante de um vírus que podia ter sua circulação evitada vem do próprio corpo.

Em suma, comemorar o número de curados seria como alardear algo semelhante para o sarampo, dengue ou outras doenças que podem ser suprimidas antes mesmo do seu contágio.

E há algo também esquecido. Conforme pesquisa publicada pelo site UOL, 80% dos curados ficam com sequelas por pelo menos quatro meses após a contaminação. São problemas de coração, a necessidade de fazer hemodiálise, dificuldade de respirar, de locomoção etc.

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