É imperioso defender a reestruturação da rede hospitalar do RN

O RN tem uma estrutura hospitalar grande demais – maior do que a do Ceará – e que funciona mal. É imperioso compactar a rede para torná-la mais barata e ágil e expandir o atendimento básico.

A administração da saúde do médico da UFRN Ricardo Lagreca, então secretário do governo Robinson Faria, tentou enxugar e não conseguiu. Outros também buscaram e tiveram de recuar pelas pressões. Agora é a vez da gestão de Fátima Bezerra.

Ela começou pela realocação dos leitos do hospital Ruy Pereira. Daí que, desde as cooperativas médicas, passando por quem aluga o prédio e pelos deputados que procuram tirar uma casquinha política pela desinformação, chegando ao sindicato, que também ganha com o inchaço institucional, gritaram fortemente em prol da manutenção do atraso.

A briga é dura. Mas a sociedade deve apoiar o ato. Política pública se faz baseada em evidência e há muitas em favor das alterações na saúde pública do RN e contra os interesses particularistas protetores do status quo.

Ao ver o projeto de realocação dos hospitais, desde o governo Robinson, fui convencido acerca da necessidade do tema.

Agora, o governo precisa demonstrar que realocação é diferente de fechamento. Do contrário, a oposição vai deitar e rolar sobre o assunto.

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