É preciso coragem para enfrentar e debater uma mudança no plano diretor de Natal

É PRECISO CORAGEM PARA ENFRENTAR E DEBATER UMA MUDANÇA NO PLANO DIRETOR DE NATAL

A história de Natal ficou marcada pela operação impacto em torno de uma avaliação do plano diretor. Os prédios, apelidados de “espigões”, viraram quase sinônimo de crime. Isto já tem mais de uma década e precisa mudar.

Passamos agora por nova revisão. As audiências e grupos de trabalho estão acontecendo capitaneados pela prefeitura do Natal e outras instituições participativas.

Natal cresceu demais. É imprescindível respeitar nossas singularidades naturais e o direito à paisagem? Sim, sem dúvida. Os cartões postais não podem ser escondidos por muros de concreto. Nada aqui há em favor de qualquer segregação urbana.

Mas é fundamental também não perder de vista a necessidade de alterar o gabarito de regiões inteiras e permitir a compactação urbana. Os serviços públicos tornam-se mais baratos. Natal já se aproxima de 1 milhão de habitantes. Não é pouca coisa.

Os investimentos geram empregos e renda. Os construtores são agentes legítimos. A modernização, com debate e respeito ao interesse público, fará bem ao município. Que fiquem no passado as má impressões. O diálogo deve ser feito em torno da busca por novos consensos. Só assim avançaremos.

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