É preciso observar o crescimento de Rafael Motta

Não se deixe levar por desejos alheios, caro leitor. A disputa para o senado não é o que parece no RN. Quase todo o establishment político estadual luta pela vitória de Rogério Marinho e alardeia discursos com tal viés. Mas na atual configuração, há 100 dias da eleição, pouco importa quem está ganhando ou perdendo, em primeiro, segundo e terceiro, conforme os dados das pesquisas do momento. Vale mais observar o potencial de crescimento.

A última rodada de pesquisas assustou, na verdade, pela base de partida de Rafael Motta. Ele gravitou já entre dois dígitos diante de Rogério Marinho e Carlos Eduardo no mesmo patamar dos levantamentos anteriores. Ora, Motta tem rejeição menor e um tempo bem curto de caminhada sobre sua postulação ao senado se comparado aos demais. É o comentário que circula no bastidor político e ele contém lógica.

A competição para o senado costuma demorar mais a pegar do que a estadual e principalmente a presidencial. As pesquisas acabam capturando mais o recall – nível de lembrança – que expressa apenas que alguns candidatos são mais conhecidos. O eleitor médio ainda não sabe quem são os postulantes e a real equação da disputa só se dará após as convenções partidárias, quando o potiguar começará a prestar atenção nos nomes postos.

É preciso observar o quanto Rafael Motta irá crescer até o tempo de fato da eleição. Mas seu começo é digno de nota quando os outros dois postulantes apresentam uma paralisação em termos de crescimento de voto na pergunta estimulada das pesquisas, ainda que já tenham colocado o bloco na rua há alguns meses.

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