É preciso respeitar o trabalho da procuradoria no caso do tombamento do hotel reis magos

Nada justifica os ataques contra a procuradora Marjorie Madruga, que defende o tombamento do hotel reis magos. Ela vem recebendo pesadas críticas em decorrência de sua atuação no caso.

É permitido e salutar divergir de seu ponto de vista, se assim alguém entender. Ambiente democrático é assim. Mas é um exagero colocá-la contra o RN e o desenvolvimento.

É um tipo de pressão que visa criar uma visão plebiscitária – ou é a favor da “minha opinião” ou não presta – imprópria para o contexto.

Aliás, é o típico formato de debate sempre instalado pelas terras de poti quando um forte grupo de pressão quer fazer valer seus interesses. Basta lembrar que, na época, os que foram contrários ao fim do estádio Machadão também foram enquadrados como contra o RN.
Em nota, a Procuradoria Geral do Estado defendeu a atuação da profissional e disse que ela age em prol da população potiguar.

Particularmente, não concordo com a manutenção do hotel. Ou ao menos acredito que é preciso defender sua viabilidade econômica. O tombamento é viável financeiramente? Porém, a procuradora em questão tem levantado argumentos e o debate deve ir por aí.

Atacar o emissor de uma fala e não a razão posta na mesa é uma maneira de passar o rolo compressor e desqualificar a fonte. Impressiona os radicais, gera manchetes, mas ao custo de uma solução pública menos refletida.

Deixe um Comentário