Enildo Alves morreu honrando seu diploma

O professor, médico e ex-vereador Enildo Alves morreu aos 71 anos de idade.

Uma atitude de coragem dele me marcou. Pesquisando sobre a pandemia no RN, assisti a todas as entrevistas concedidas por profissionais de saúde durante o período aqui no nosso estado.

Enildo Alves, lá no começo do alastramento dessa doença que varreu o Brasil e o mundo, alertou para a carência de evidências científicas sobre o uso da cloroquina e da ivermectina. Foi algo certo e, diante do cenário de pressão local, corajoso.

Enquanto os holofotes da taba eram direcionados para as estrelas do tratamento precoce, ainda que eles carecessem de qualquer razão científica, Enildo Já falava sobre os perigos da cloroquina para o coração, inclusive citando casos. Achava improvável que a cloroquina e, depois a ivermectina, trariam qualquer êxito contra covid-19.

Num momento de obscurantismo, o professor Enildo Alves defendeu a ciência. A história não tardou a lhe conceder razão.

Deixe uma resposta