Esposa de paciente supostamente atendido no chão do Walfredo: “vários blogs estão mentindo sobre a situação”; entenda a fake news

Augusto Roberto deu entrada no Walfredo Gurgel na última segunda feira com uma parada cardiorrespiratória. A situação era tão grave que ele teve de ser atendido alí mesmo no chão para ser reanimado.

A equipe conseguiu salva-lo, mas alguém gravou o ato e espalhou como se ele não tivesse tido atendimento devido por se encontrar no chão. A imprensa bolsonarista publicou o vídeo editado e espalhou a mentira.

Foi necessário a esposa do paciente gravar uma declaração para desmentir a história. Ela chamou aqueles que publicaram a fake news de mentirosos.

Assista:

O governo do RN também emitiu nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A respeito de um vídeo que mostra um paciente sendo atendido no chão, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, a Secretaria de Estado da Saúde Pública esclarece: o homem, de 54 anos de idade, chegou à ala de atendimento clínico do hospital na noite dessa segunda-feira, levado pela família, e já em estado grave de parada cardiorrespiratória. A equipe de plantão, diante da gravidade, decidiu iniciar o atendimento ali mesmo para aumentar a chance de sobrevivência do paciente, e minutos depois a maca chegou ao local. O paciente já apresentava partes do corpo arroxeadas [cianótico] e, como chegou em uma cadeira de rodas, precisava ser colocado urgentemente em uma superfície plana, essencial ao atendimento de urgência e reanimação. Concomitante, a equipe providenciou uma maca no setor de politrauma.
O atendimento teve continuidade e, uma vez reanimado, um médico especialista é acionado, e já no politrauma o homem foi foi intubado. Ele permanece internado em estado gravíssimo. A agilidade, ao decidir pelo primeiro atendimento ali mesmo, aliada à experiência da equipe contribuiu à preservação de mais uma vida.
A família do paciente acionou o Samu, mas diante do agravamento do estado clínico, decidiu levá-lo por meio próprio ao Hospital Walfredo Gurgel, onde deu entrada via atendimento clínico. A família relata que ele desmaiou ainda enquanto deslocava à unidade de saúde, e tão logo passou pela primeira reanimação, a equipe já disponibilizou a maca para continuidade dos procedimentos. O paciente tem histórico de internação por covid-19, quando passou por traqueostomia, e esteve internado por mais de um mês.

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