Esquerda do RN precisa aceitar o ajuste fiscal que virá

A equipe de planejamento de Fátima é bastante consciente de que precisa fazer um amplo ajuste fiscal. Suas indicações objetivas na esfera pública caminham nesse sentido.

Lembro que, ainda em 2015 no início da gestão de Robinson, Aldemir Freire, hoje secretário de planejamento, o mestrando em demografia Thiago Lima e eu falávamos, contra a maioria em grupos de WhatsApp, sobre a necessidade de fazer reformas difíceis e inadiáveis. O fato de não termos empreendido o ajuste naquele momento tornou sua implementação hoje ainda mais difícil, e ainda assim, mais necessária.

Mas há quem nutra falsas expectativas sobre aumento de salários dos servidores, resolução fácil do problema dos atrasos e saídas mágicas. Vale lembrar: não existe atalho. Robinson atrasa os salários, não por escolha política, mas porque acreditou num aumento de receita em curto período que não veio. Nem virá.

Os setores mais radicais da esquerda, que será onde Fátima encontrará maior resistência, precisarão se render ao realismo fiscal. Eles são minoritários, mas barulhentos e persuasivos. Do contrário, é para fechar o estado de vez e jogar a chave fora.

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