Eugenia, bolsonarismo e pandemia

Em vídeo em que aparece conversando com eleitores, durante seu passeio de Jet Ski no último fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro fala: “não adianta, 70% dos brasileiros serão contaminados”. Em seguida, alega que quer flexibilizar o isolamento, mas a atitude é de iniciativa de governadores e prefeitos.

Em outra oportunidade, vale lembrar, alegou que “quem tiver de morrer infelizmente vai morrer”. A Covid mata sobretudo idosos e portadores de doenças preexistentes. Pode ceifar inclusive mais pessoas caso os acometidos não tenham acesso ao sistema de saúde em uma situação de superlotação.

Ora, a argumentação bolsonarista é tipicamente voltada para um darwinismo social em que sobrevive o mais forte e a economia não vir a ser sacrificada por isso (apesar de que relacionar crise econômica com isolamento social é puro populismo fajuto, conforme já explicitei aqui).

É uma argumentação falsa e sintoma do extremismo bolsonarista. Diversos países conseguiram já estabilizar a curva de mortes, sem criar esse tipo de tribunal dos mais aptos. E esse pensamento tem nome: eugenia.

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