Falando sobre queimadas… em Parnamirim

O Brasil só fala sobre as queimadas na Amazônia. Ora, e faz sentido. Não quero menosprezar o problema. Só que cuidar do quintal não é uma questão secundária.

Aqui em Parnamirim, no bairro em que moro, é normal – e ilegal – as pessoas limparem os seus terrenos, tocando fogo no mato e no lixo.

Há uma transferência de responsabilidades. A solução é individual e o problema coletivo. O vizinho limpa o seu espaço e suja o da gente, deixando as roupas lavadas no varal com um cheiro horrível – as peças acabam voltando para a máquina – e as nossas áreas carregadas de fuligem.

Por fim, no meu caso e da minha filha, somos alérgicos. Daí que a queimada ao lado vira uma noite de sono ruim e dispendiosa com remédios.

Já tentei denunciar à polícia e ao corpo de bombeiros. Eles alegaram que, infelizmente, nada podem fazer. Se os ditos cujos não conseguem efetivar o que se encontra na lei, quem poderá?

O costume é antigo e, nem por isso, correto. Quando é que ele irá acabar? Tudo bem, eu sei. Meu pedido é por demais singelo e ingênuo. Mas, sei lá, de repente, é o espírito cândido da esperança em ação.

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