Falas negacionistas e antivacina de Bolsonaro sumiram da imprensa local

As falas diárias contra as vacinas de Jair Bolsonaro sumiram da maior parte da imprensa local. Não é possível encontrá-las em blogs, portais e outros programas jornalísticos.

Não, elas não são antigas e muito menos o presidente refez sua opinião. Hoje mesmo, logo após ser indiciado pela CPI da Covid no senado, ele desdenhou as vacinas no papel que elas desempenharam na queda de óbitos e retorno à normalidade, tentou sustentar que na verdade elas representam interesses econômicos conspiratórios e defendeu os remédios ineficazes contra o coronavírus do chamado Kit Covid.

A imprensa nacional noticia, lança editoriais, colunistas criticam e clamam para que o presidente pare. O conteúdo também circula cotidianamente nos grupos de whatsapp. Daí ser mais prudente combater do que fingir que ele não existe. De uma forma ou de outra, ele vai chegar no cidadão.

Mas qual a razão de ignorar? Para sustentar a falsa tese de que o presidente moderou e esconder o modo como, até o presente momento, ele enfrenta a pandemia. Nessa ambiência fictícia, torna-se possível tratar o mandatário em questão como alguém dotado de um governo normal e bater palmas.

O problema é que a realidade é teimosa e sempre se impõe. A maior parte dos internados por covid hoje no Rio Grande do Norte, por exemplo, é constituída por cidadãos que recusaram a vacina. Isto acarreta em hospitalizações, pesados gastos em impostos e óbitos.

Só que, entre combater o principal garoto propaganda do movimento antivacinação no Brasil e continuar a apoiá-lo, tem prevalecido o “nós não vamos soltar a mão do presidente”.

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