Governo do RN e municípios deveriam aderir ao plano de abertura econômica proposto pela FIERN

Li todo o plano lançado pela Fiern nesta semana para abertura da economia e estabelecimento de metas para o fim do isolamento social no Rio Grande do Norte. Ele pode ser encontrado na íntegra aqui. O plano é bom. Governo e prefeituras deveriam tomar a peça como base de ação e legitimação das suas atividades contra Covid-19.

OS pressupostos são os mesmos já apresentados pelos técnicos da Organização Mundial de Saúde. Ele condiciona o início das fases de abertura a ampla capacidade de testagem, alastramento da etiqueta de higiene (isolamento individual, limpeza das mão, utilização de máscara, etc) e condição do sistema suportar os infectados pela covid-19. Sem tal retaguarda, não há como falar no fim do isolamento.

Mas vem mais. A abertura só começaria a ocorrer após o pico da pandemia no RN, imaginado entre a segunda quinzena de maio e 01 de junho, e com um conjunto de medidas paulatinas por setor econômico. A cada abertura de uma parte da economia, a espera pela estabilização de 14 dias. O plano prevê até 4 fases por importância de cada segmento e possibilidade de funcionar, gerando baixa aglomeração. As atividades seriam escalonadas durante o dia para não sobrecarregar o transporte de massa.

Os poderes públicos têm no plano uma arma de combate contra quem quer abrir de forma irresponsável, sem exigências e em pleno pico da pandemia no RN. Pela peça quem grita agora pelo fim do isolamento age despido de argumentos técnicos.

Por fim, o plano lista as responsabilidades dos entes: união, estado e municípios. E isso é muito bom para desasrticular as fakes news que tentam mudar competências já consagradas para proteger terceiros.

E, convenhamos, não haverá quem chame a FIERN de comunista (ou será que sim?!). Deve, portanto, ser aproveitado como convencimento da sociedade.

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